O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), juntamente com a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), considera reabrir a investigação sobre a morte de Juscelino Kubitschek, ex-presidente falecido em 1976. Embora o caso tenha sido oficialmente classificado como um acidente de trânsito, essa versão tem sido contestada desde o período da ditadura militar. Com o surgimento de novas evidências que levantam dúvidas sobre a narrativa oficial, o episódio volta a ser analisado. Nesta quinta-feira (13), a CEMDP realizará uma audiência pública para debater o assunto. Já na sexta-feira (14), o grupo deve discutir o reconhecimento de novas vítimas da repressão militar, o que pode incluir Kubitschek. A tendência é que a Comissão aprove o encaminhamento de novos pedidos relacionados ao período. O acidente que vitimou JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, ocorreu na noite de 22 de agosto de 1976. Eles viajavam em um Opala pela Via Dutra, rumo ao Rio de Janeiro, quando o veículo perdeu o controle, invadiu a pista contrária e bateu de frente com uma carreta, resultando na morte de ambos. Na época, a investigação conduzida pelo regime concluiu que o carro havia sido atingido por um ônibus antes da colisão com a carreta. No entanto, apurações recentes sugerem que o incidente pode ter envolvido sabotagem mecânica, intoxicação ou até mesmo um disparo contra o motorista, reforçando a tese de um atentado político. As novas descobertas aumentaram as suspeitas, especialmente após o depoimento do motorista do ônibus envolvido, que revelou ter sido subornado para assumir a responsabilidade pelo ocorrido. Além disso, a ausência de exames toxicológicos na época e a falta de uma investigação aprofundada indicam que o caso pode ter sido encoberto. Fonte: CNN Brasil
Novas tarifas podem mudar o comércio global!
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta quinta-feira (13) planos para a aplicação de tarifas recíprocas mais amplas contra países que impõem impostos sobre importações americanas. Essas novas tarifas não terão implementação imediata, pois a intenção é conceder um período para que os países afetados possam negociar novos acordos comerciais com os EUA, explicou um representante da Casa Branca. Contudo, a medida poderá ser aplicada dentro de algumas semanas, enquanto a equipe econômica e comercial de Trump avalia as relações comerciais e tarifárias entre os países. Howard Lutnick, escolhido por Trump para o cargo de secretário de Comércio, declarou que cada país será tratado individualmente no processo. Ele afirmou que a conclusão dos estudos sobre o impacto das tarifas está prevista para o dia 1º de abril. Durante sua campanha, Trump prometeu reduzir os custos para os consumidores americanos, mas alertou que, inicialmente, os preços podem sofrer um aumento temporário. As tarifas recíprocas foram um dos compromissos de campanha de Trump, sendo vistas como uma forma de equilibrar o comércio com países que impõem taxas sobre produtos dos EUA, além de combater o que considera práticas comerciais desleais. Justificando a decisão, Trump mencionou o princípio da equidade ao comentar sobre as tarifas em suas redes sociais, pouco depois do anúncio oficial. “O que outros países cobrarem dos Estados Unidos, nós cobraremos deles — nem mais, nem menos!”, afirmou. Ele também destacou que países que utilizam o sistema de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) serão tratados de maneira similar às tarifas aplicadas. O presidente enfatizou ainda que não permitirá que mercadorias sejam enviadas por meio de terceiros países como forma de driblar as tarifas. Além disso, ele anunciou que serão estabelecidas regras para contrabalançar subsídios e barreiras comerciais não monetárias, como regulamentações excessivas, políticas cambiais desfavoráveis e restrições ao acesso de empresas americanas a mercados estrangeiros. Trump argumentou que a medida trará mais justiça e crescimento para um sistema de comércio que considera desvantajoso para os EUA. Ele também destacou que empresas que fabricarem seus produtos dentro do território americano não serão impactadas por tarifas. Antes do pronunciamento oficial de Trump no Salão Oval, um funcionário da Casa Branca informou que a prioridade será lidar com os países que apresentam os maiores superávits comerciais e as tarifas mais elevadas. A proposta de tarifas recíprocas de Trump corresponderia aos impostos cobrados por esses países sobre produtos americanos. A medida também tem o objetivo de eliminar barreiras comerciais não tarifárias, como regulamentações complexas e subsídios governamentais que dificultam o acesso de produtos dos EUA a mercados externos. Paralelamente, o governo americano busca abrir negociações com algumas nações para reduzir esses obstáculos. Caso outros países concordem em reduzir suas tarifas, Trump indicou estar disposto a reduzir as tarifas dos EUA como contrapartida. “Se os países quiserem baixar suas tarifas, o presidente está mais do que disposto a fazer o mesmo. Porém, devemos reconhecer que tarifas elevadas nem sempre são o maior problema em muitas situações”, comentou o funcionário. Especialistas alertam que a implementação das tarifas pode aumentar o risco de inflação, um fator de preocupação, já que indicadores recentes apontam uma alta nos preços ao consumidor. Dados da Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos EUA divulgados na quarta-feira revelaram que os preços atingiram, em janeiro, o maior nível em um ano e meio. No último dia 12 de março, Trump anunciou a aplicação de tarifas sobre todas as importações de aço e alumínio, decisão que gerou reações adversas de países como México, Canadá e União Europeia. Já Japão e Austrália indicaram que buscarão isenções dessas taxas. A medida levou indústrias dependentes desses insumos a se prepararem para o aumento nos custos. Enquanto isso, ministros do comércio dos 27 países da União Europeia realizaram uma reunião por videoconferência para discutir uma possível resposta. Por ora, o bloco está focado em negociações sobre eventuais medidas retaliatórias para evitar uma escalada em disputas comerciais, segundo autoridades europeias. Fonte: CNN Brasil
Imigrantes são enviados para Guantánamo sem prazo de saída
A administração Trump determinou que criminosos perigosos e supostos integrantes de gangues, classificados como “os piores dos piores”, fossem enviados para a prisão na Baía de Guantánamo. No entanto, documentos obtidos pela emissora “CBS” revelam que, na prática, imigrantes não violentos e sem antecedentes criminais estão sendo detidos na base militar em Cuba. Segundo a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, aproximadamente 100 venezuelanos estão atualmente retidos em Guantánamo, aguardando deportação, sem que um prazo exato tenha sido estipulado para isso. Ativistas denunciam que esses imigrantes em situação irregular estão sendo submetidos a um regime semelhante ao imposto a prisioneiros da guerra ao terror do governo George W. Bush. Eles estariam incomunicáveis, sem acesso a advogados, familiares ou ao mundo exterior, conforme argumentado em um processo movido contra o governo Trump por uma coalizão de entidades, liderada pela União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu). A ação judicial sustenta que esse isolamento não ocorre por acaso e que as dificuldades para acessar advogados e questionar a detenção são deliberadas. Relatos indicam que os familiares dos detidos só descobriram sobre a transferência por meio de imagens divulgadas oficialmente, nas quais os imigrantes aparecem algemados ao embarcar em aviões militares. “Ao deslocar os imigrantes para uma ilha distante, sem acesso a advogados, parentes ou qualquer contato externo, o governo Trump deixa claro que o Estado de Direito não tem valor para ele. Agora, cabe ao Judiciário garantir que essas pessoas não sejam mantidas em instalações offshore”, declarou Lee Gelernt, vice-diretor do Projeto de Direitos dos Imigrantes da Aclu. O plano do governo prevê o envio de até 30 mil imigrantes para Guantánamo, onde já estão presos 15 membros da al-Qaeda. No auge de seu funcionamento, a instalação chegou a abrigar 800 detentos, os quais, de acordo com um relatório da ONU publicado em 2023, foram submetidos a “tratamento cruel e degradante em violação ao direito internacional”. Baher Azmy, diretor jurídico do Centro de Direitos Constitucionais, afirmou: “Não é surpreendente, mas ainda assim aterrorizante, ver o governo Trump ampliar e explorar o maior símbolo de ilegalidade e tortura do século XXI: Guantánamo”. O Departamento de Segurança Interna confirmou a presença de imigrantes de baixo risco na base, ressaltando que estão detidos separadamente de membros de organizações criminosas, como o Tren de Aragua. Segundo o porta-voz da pasta, todos esses indivíduos serão deportados, pois, ao entrar ilegalmente nos Estados Unidos, cometeram um crime, conforme estabelece a política migratória da atual administração americana. Fonte: G1
Suspeita de envenenar família com bolo mortal é encontrada sem vida na prisão
Deise Moura dos Anjos, acusada de envenenar três familiares do marido com um bolo de frutas cristalizadas contendo arsênio, foi encontrada sem vida na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba na manhã desta quinta-feira (13). A Polícia Penal suspeita que ela tenha tirado a própria vida. A mulher havia sido detida temporariamente no dia 5 de janeiro sob a acusação de ter contaminado a farinha utilizada na preparação do bolo, servido em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, um dia antes do Natal. Além disso, a polícia investigava a possível relação de Deise com a morte do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, ocorrida em setembro, após ele ingerir bananas e leite em pó que teriam sido levados por ela. Presídio teria sido alertado sobre o risco Deise deixou um bilhete antes de sua morte, conforme revelou o delegado Fernando Sodré à RBS TV. O documento trazia um desabafo no qual ela se declarava inocente e mencionava estar depressiva e sofrendo. Segundo informações, um advogado da família do marido de Deise esteve na penitenciária um dia antes do ocorrido para comunicar a intenção do homem de oficializar o divórcio. Após receber a notícia, a detenta teria apresentado mudanças em seu comportamento. A Polícia Penal afirmou que Deise passou por três atendimentos psicológicos e recebeu assistência da equipe de saúde duas vezes. A instituição também informou que as celas são fiscalizadas diariamente e que há uma rotina contínua de inspeções. O caso do bolo envenenado De acordo com as investigações, sete pessoas da mesma família estavam reunidas para um café da tarde poucos dias antes do Natal. Depois de consumirem pedaços do bolo preparado por Zeli dos Anjos, sogra de Deise, várias delas começaram a passar mal. Tatiana Denize Silva dos Anjos, Maida Berenice Flores da Silva e Neuza Denize Silva dos Anjos faleceram em poucas horas devido à intoxicação. Já Zeli, que havia levado o bolo de Arroio do Sal para Torres, sobreviveu, assim como uma criança de 10 anos que também ingeriu o doce. A polícia acredita que o verdadeiro alvo do crime era Zeli, que foi hospitalizada, mas se recuperou e recebeu alta em janeiro. O delegado Marcus Veloso apontou que ela foi a única a comer duas fatias do bolo. Investigação da morte do sogro Após a repercussão do caso do bolo, as autoridades começaram a apurar a morte de Paulo Luiz dos Anjos, sogro de Deise, ocorrida em setembro. Ele faleceu após um quadro de infecção intestinal, supostamente causado por intoxicação alimentar. Com a exumação do corpo, exames detectaram a presença de arsênio em seu organismo. A suspeita recaiu sobre Deise, pois os alimentos que ele ingeriu antes de morrer haviam sido levados por ela. Declaração oficial da Polícia Penal “A Polícia Penal informa que, durante a conferência matinal na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, a presa Deise Moura dos Anjos foi encontrada sem sinais vitais. Imediatamente, os servidores prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Médico de Urgência, que, ao chegar ao local, constatou o óbito. Deise estava sozinha na cela. As circunstâncias do ocorrido serão investigadas pela Polícia Civil e pelo Instituto-Geral de Perícias.” Fonte: G1