Convidada pela organização do evento, empresa e comunidade vão expor o projeto “Cerâmicas do Pontilhão” na maior feira de mineração da América Latina A Jacobina Mineração Pan American Silver vai apresentar o projeto “Cerâmicas do Pontilhão” na Exposibram 2026. A convite da organização do evento, a empresa mobilizou dois artesãos do projeto desenvolvido na comunidade de Pontilhão, localizada próxima às operações da companhia na Bahia. As peças produzidas pela iniciativa serão expostas e comercializadas, na área de Projetos Sociais do maior evento de mineração da América Latina. O “Cerâmicas do Pontilhão” é um projeto que começou em 2025 com o patrocínio da Jacobina Mineração e do Instituto Pan American Silver por meio da Lei de Incentivo à Cultura. A iniciativa oferece capacitação para a produção de cerâmica e busca transformar o conhecimento tradicional dos Kiriris em possibilidade de geração de renda. Na Exposibram, a experiência desenvolvida em Jacobina será apresentada a profissionais e representantes do setor mineral que participam do evento. “É um orgulho para a Jacobina Mineração contribuir para que uma produção que nasce em Pontilhão alcance o público do maior evento de mineração da América Latina, com pessoas de diversas partes do mundo”, afirma o Country Manager da Pan American Silver no Brasil, Edvaldo Amaral. Dois artesãos do projeto estão em Minas Gerais nesta semana apresentando as cerâmicas na Exposibram. Sobre a Jacobina MineraçãoA Jacobina Mineração está localizada em Jacobina, no estado da Bahia. Atualmente faz parte do grupo Pan American Silver e opera com cinco minas de ouro subterrâneas: Canavieiras, João Belo, Morro do Cuscuz, Morro do Vento e Serra do Córrego de forma inteligente, descobrindo e transformando recursos de ouro em valor. Respeitar o meio ambiente, as comunidades onde está inserida e trabalhar com uma abordagem segura e sustentável do negócio é um valor fundamental na atuação da empresa.
Dentista de 27 anos relata anos de agressões e violência sexual atribuídas ao marido, empresário da Faria Lima
A dentista Giullia Falcão, 27 anos, ainda convive com as consequências das agressões que sofreu durante o relacionamento com o empresário do setor financeiro Ivo Vel Kos, 48. As lesões mais recentes atingiram principalmente a cabeça e o rosto, mas, de acordo com o relato da jovem, a violência começou muito antes do episódio que levou à prisão do empresário. “Ele falava que ia me matar”, afirma Giullia em entrevista. Ela conta que a agressão mais recente começou depois de um jantar com amigos. Durante o encontro, segundo a dentista, o marido já demonstrava irritação e a repreendia diante de outras pessoas. A situação se agravou quando os dois entraram no carro para voltar para casa. “Aí ele já explodiu”, relata. Segundo Giullia, o empresário passou a agredi-la enquanto dirigia. “Começou a me dar socos ainda dirigindo”. Ela também afirma que ele utilizou um taser, arma de choque elétrico, para ameaçá-la. Tentativa de pedir ajuda A dentista conta que conseguiu sair do carro e tentou pedir ajuda na rua. “Liguei pra polícia, deu errado e eu desci do carro e vi que tinham dois seguranças na rua”. Imagens de câmeras de segurança mostram Giullia sentada na calçada, encolhida, enquanto o empresário se aproxima. Segundo ela, um dos seguranças acompanhou a situação, mas não interveio. “Eu olhava pra ele, pedia ajuda e ele não se movia”. Ainda de acordo com o relato da vítima, ela acabou sendo levada novamente para dentro da residência contra a própria vontade. Dentro da casa, as agressões teriam continuado. “Quando a gente entra na sala, o taco de beisebol tá lá e é onde ele pega e começa a correr atrás de mim”. Ao tentar se proteger, Giullia foi atingida na mão. Em seguida, conseguiu se trancar em um banheiro. Foi nesse momento, segundo ela, que acreditou que não sobreviveria. “Eu falei, eu vou morrer aqui”. Momentos depois, a dentista aproveitou uma distração do homem e conseguiu fugir. Vizinhos a acolheram e acionaram a polícia. Os pais chegaram pouco depois. “Não reconhecia que era minha filha”, afirmou o pai ao lembrar do estado em que encontrou Giullia. “Isso só foi crescendo” Segundo a dentista, porém, a violência não começou na agressão mais recente. Ela afirma que sofreu o primeiro episódio de violência física uma semana antes do casamento. “Ele me deu um tapa no rosto”. Na época, Giullia registrou um boletim de ocorrência, mas decidiu continuar o relacionamento porque acreditava que se tratava de um episódio isolado. “Eu acreditava que isso nunca mais iria acontecer”. De acordo com o relato da jovem, porém, as agressões continuaram em diferentes momentos da relação, inclusive durante viagens. Com o passar do tempo, ela afirma que chegou a se acostumar com a violência. “Eu confesso que eu cheguei a ficar até acostumada [com as agressões]”. Giullia também denunciou episódios de violência sexual durante o casamento. Segundo ela, era obrigada a manter relações contra a própria vontade. “E aí também teve os casos de estupro”, afirmou. “Eu acordava com ele em cima de mim e essa violência sexual acontecia sempre”. Além das agressões físicas e sexuais, a dentista relata ter sido submetida a violência psicológica. Segundo ela, esse tipo de abuso foi uma das formas mais graves de violência que sofreu. “Sempre foi uma das maiores, por mais que eu apanhasse bastante, a violência psicológica era maior”. Ela também afirma que deixou de trabalhar durante o relacionamento por influência do marido. “Ele me fez parar de trabalhar”. Giullia relata ainda que era frequentemente humilhada com frases como “você é uma inútil” e “não seja burra, fica quieta, obedece que você só tem a ganhar”. O ciclo da violência Segundo Giullia, ela tentou terminar o relacionamento diversas vezes, mas afirma que o então marido insistia em procurá-la quando ela se afastava. “Ele ligava 60 vezes, ele ia na minha casa, ele mandava flores, ele mandava presente, ele chorava”. Empresário virou réu Na audiência de custódia, a juíza responsável pelo caso destacou a gravidade das acusações e afirmou que havia indícios de que a vítima havia sido agredida de forma violenta, ressaltando também que não seria a primeira ocorrência de agressão. Ivo Vel Kos foi denunciado e virou réu pelos crimes de lesão corporal qualificada e ameaça. Ele está preso cautelarmente e também é alvo de investigação por uma denúncia de violência patrimonial. Segundo Giullia, depois das agressões ela ficou sem acesso à própria casa, ao carro e a outros bens. Em nota, a assessoria de imprensa do empresário afirmou que Ivo Vel Kos nega ter atentado ou tentado atentar contra a vida da ex-mulher e também negou as acusações de estupro. A defesa declarou que ele responde atualmente por lesão corporal e ameaça, é réu primário, não possui antecedentes criminais e está preso cautelarmente, sem julgamento. Os advogados afirmaram ainda que os esclarecimentos serão apresentados à Justiça e manifestaram confiança no devido processo legal. Fonte: Correio 24 horas
Mulher ouve choro e encontra bebê dentro de sacola de lixo, enrolada em toalha e ainda com placenta e cordão umbilical
Uma bebê recém-nascida foi encontrada dentro de uma sacola de lixo, na madrugada desta segunda-feira (24), no bairro Guarituba, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. A criança foi localizada por uma moradora que ouviu um barulho próximo à casa e inicialmente pensou que se tratava de um animal ferido. Kátia Andreia Beje contou à RPC, afiliada da Globo no Paraná, que o som parecia um ganido e estava bastante abafado. Como tem 17 gatos, ela ficou preocupada e decidiu sair de casa para descobrir de onde vinha o barulho. “Eu escutava um barulho como se fosse de um animal, um cabrito, filhotinho. Como eu tenho bastante gatos, eu fiquei preocupada, será que com meus gatos aconteceu alguma coisa”, relatou. Segundo Kátia, ela chegou a imaginar que uma cobra poderia ter atacado um dos animais. Ao seguir o som, encontrou uma sacola enrolada em uma toalha. A moradora contou que percebeu que havia algo dentro da sacola quando tocou no material. “Quando eu toquei para ver o que era, eu senti a cabeça. Eu saí correndo, vim no meu vizinho para ele me ajudar”, afirmou. Ao perceber que se tratava de uma bebê, Kátia pediu ajuda e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Era uma menininha, coisa mais linda do mundo. Enrolada numa toalha preta toda suja, estava cheia de papel higiênico todo sujo, e ainda com a placenta e com o cordão umbilical”, relatou. A moradora contou que colocou a placenta em outra sacola, segurou a bebê e a enrolou em uma coberta até a chegada do atendimento. Bebê chegou ao hospital com hipotermia grave A menina foi encaminhada ao Hospital das Clínicas do Paraná (HC-UFPR), onde recebeu atendimento na UTI Neonatal da Maternidade. Segundo a instituição, o estado de saúde dela é considerado estável. A bebê nasceu com 40 semanas de gestação e 2,77 quilos. Quando chegou à maternidade, por volta das 4h desta segunda-feira, apresentava sinais de hipotermia grave, mas respirava espontaneamente. Exames também confirmaram duas fraturas, que podem ter ocorrido durante o parto. O hospital informou que a recém-nascida continua sendo avaliada por meio de exames complementares para investigar possíveis complicações relacionadas ao nascimento, ocorrido em uma situação crítica e fora de ambiente hospitalar. Polícia investiga abandono A Polícia Civil do Paraná investiga as circunstâncias do caso, inicialmente tratado como abandono de incapaz. A depender dos resultados da investigação e das perícias, a ocorrência poderá ser enquadrada como tentativa de homicídio ou infanticídio. As possíveis lesões apresentadas pela bebê também serão periciadas. A polícia busca identificar quem deixou a criança no local e esclarecer as circunstâncias do parto e do abandono. Informações que possam ajudar na identificação dos envolvidos podem ser repassadas de forma anônima pelo 197, da Polícia Civil, pelo 181, do Disque-Denúncia, ou diretamente à 6ª Delegacia Regional de Polícia de Piraquara, pelo telefone (41) 3590-1224. Fonte: CORREIO 24 HORAS
Homem é condenado na Bahia por invadir sistema da Justiça Federal e tentar desviar R$ 286 mil
A 2ª Vara Federal Criminal da Bahia condenou, nessa sexta-feira (21), Diego Guilherme Rodrigues pelos crimes de invasão de dispositivo informático e uso de documento falso. A sentença, assinada pelo juiz federal Fábio Moreira Ramiro, estabeleceu pena de 3 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime aberto, além de 22 dias-multa. O caso é um desdobramento da Operação Escalada Cibernética, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema que invadia o sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe), utilizado para adulterar documentos judiciais e tentar desviar valores de processos em tramitação na Justiça Federal. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o esquema foi descoberto em fevereiro de 2021, depois que magistrados e servidores do Tribunal Regional Federal da 3ª Região identificaram alterações fraudulentas em dois ofícios judiciais de processos de São Paulo. Nos documentos adulterados, dados bancários de Diego Guilherme Rodrigues apareciam como destinatários de transferências que ultrapassavam R$ 870 mil. Como o esquema funcionava As investigações apontaram que os envolvidos conseguiram obter de forma fraudulenta um certificado digital em nome de um servidor do TRF1 que tinha perfil de administrador do sistema. A partir desse acesso, os criminosos conseguiram criar uma cadeia de acessos indevidos e assumir a identidade de outros usuários para manipular documentos dentro do PJe. Na Bahia, a fraude ocorreu em março de 2021. Os envolvidos invadiram um processo relacionado a uma ação de cobrança e tiveram acesso a um ofício verdadeiro, assinado pelo juiz da 12ª Vara Federal, que determinava a transferência de R$ 286.272,47 para a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia. O documento foi então adulterado e inserido novamente no processo com aparência idêntica à original. A mudança, porém, alterava o destinatário da transferência e indicava uma conta bancária de titularidade de Diego Guilherme Rodrigues. Servidora percebeu fraude antes da transferência O desvio não chegou a ser concretizado porque a servidora Elisonete Souza dos Santos identificou a irregularidade durante a conferência do processo, antes que a ordem fosse encaminhada à Caixa Econômica Federal. Em depoimento, ela afirmou ter percebido que o número da conta e o nome do favorecido haviam sido modificados no documento. A divergência foi corrigida antes que o dinheiro fosse transferido. Segundo a sentença, mensagens trocadas pelo WhatsApp entre Diego Guilherme Rodrigues e o corréu Selmo Machado da Silva, apontado pelas investigações como responsável técnico pela invasão do sistema, foram usadas como prova no processo. Diego recebeu uma imagem do próprio ofício adulterado antes da tentativa de transferência e respondeu de forma sucinta. Para o juiz, a conversa demonstrou conhecimento e adesão ao esquema. Também foi encontrado, em um celular apreendido com o réu, um comprovante bancário relacionado a outro valor fraudulento que teria sido destinado a ele em um processo diferente, em São Paulo, dentro do mesmo esquema. A defesa de Diego, feita pela Defensoria Pública da União, alegou insuficiência de provas. O réu não havia constituído advogado nem apresentado defesa própria dentro do prazo legal. O magistrado, porém, rejeitou o argumento. A sentença também afastou o pedido de absorção do crime de falsificação de documento pelo crime de uso de documento falso. Para o juiz, a falsificação foi considerada uma etapa preparatória para o uso do documento adulterado no sistema judicial. Réu poderá recorrer em liberdade Na definição da pena, o juiz considerou como antecedentes três condenações anteriores de Diego, com trânsito em julgado entre 2004 e 2008. As condenações também impediram a substituição da pena de prisão por penas restritivas de direitos. Apesar da condenação, Diego recebeu o direito de recorrer em liberdade, já que, segundo a sentença, não estavam presentes os requisitos necessários para a decretação de prisão preventiva. O processo de Selmo Machado da Silva, apontado como mentor técnico da invasão ao PJe, foi desmembrado e suspenso. Segundo a sentença, ele está em local incerto e não sabido. Com isso, também foi suspenso o curso da prescrição, conforme previsto no artigo 366 do Código de Processo Penal. A sentença registra ainda que o mesmo padrão de fraude — envolvendo certificados digitais obtidos de maneira fraudulenta e alterações de e-mails cadastrais de magistrados e servidores — atingiu outras seções judiciárias do país. O nome de Diego Guilherme Rodrigues aparece como beneficiário em pelo menos três episódios diferentes relacionados ao esquema investigado pela Operação Escalada Cibernética. Fonte: correio 24 horas