Um guarda civil aposentado foi flagrado agredindo um cachorro dentro do elevador do prédio de alto padrão em que mora, no bairro Vila Caiçara, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O animal foi retirado da tutela do homem nesta sexta-feira (6). Nas imagens, o homem aparece no elevador com dois animais, que estão presos às respectivas coleiras. Poucos segundos após entrar no local, ele se abaixa e começa a agredir um dos cães. Ele desfere chutes contra o pet e, na sequência, o levanta pela coleira, balançando o animal no ar, enquanto parece gritar com ele. O bichinho acaba se desprendendo da coleira, cai no chão e é agredido com o instrumento que ficou nas mãos do dono. O registro foi feito na manhã do dia 27 de fevereiro. O caso foi denunciado de forma anônima à polícia na última terça-feira (3). Na sexta-feira, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão e retirou o cachorro do homem. Segundo informações do portal g1, ele teria demonstrado surpresa com a denúncia, que classificou como um “absurdo”. A esposa do suspeito ainda teria tentado trancar o animal em um dos quartos para que ele não fosse levado. O homem é investigado e deve ser ouvido nos próximos dias. Fonte: Correio 24 horas
Filho é preso em flagrante após agredir a própria mãe e quebrar móveis na Bahia
Um homem de 22 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira (6), no povoado do Angico, em Mairi, no interior da Bahia, pelos crimes de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica e dano. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Territorial de Mairi após denúncia de que o suspeito agredia a própria mãe, de 40 anos. Ao chegarem ao local, os policiais confirmaram a ocorrência e constataram que, além das agressões, o homem também danificava objetos no interior da residência. O suspeito foi conduzido à unidade policial, onde foi preso em flagrante. Ele permanece custodiado à disposição da Justiça. Fonte: Correio 24 horas
Saiba quem era sargento da Polícia Militar morto a tiros no interior da Bahia
Vagner Carneiro Firmo, de 45 anos, foi baleado na zona rural de Santaluz, na região sisaleira da Bahia. Ninguém foi preso. O sargento da Polícia Militar que foi morto a tiros em Santaluz, na região sisaleira, atuava na corporação há 22 anos. O crime aconteceu na manhã deste sábado (7), próximo a um açude na zona rural da cidade. Vagner Carneiro Firmo tinha 45 anos, era casado e deixou dois filhos. Ele atuava no 16º Batalhão de Polícia Militar, em Serrinha, cidade que fica a 84 km de Santaluz. As primeiras informações apontam que o sargento estava de folga e foi até o local após receber relatos sobre a presença de suspeitos escondidos na região. Ele foi baleado e os suspeitos fugiram. Ainda não há informações sobre a autoria, nem sobre a motivação do crime. O sargento foi encontrado por colegas do mesmo batalhão, depois que moradores da região acionaram a polícia. Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte do sargento e afirmou que ele deixou um legado de liderança e comprometimento. Ainda não há informações sobre a data e local de enterro do sargento. Fonte: g1 ba
Paciente que perdeu movimentos recebe tratamento com polilaminina em Salvador
Procedimento com a enzima foi realizado nesta sexta-feira (6), em um hospital privado, e integra protocolo de pesquisa autorizado pela Anvisa. O operador de logística Paulo Araújo, de 38 anos, tornou-se, nesta sexta-feira (6), o segundo paciente da Bahia a receber um tratamento experimental com a enzima polilaminina, considerada por pesquisadores uma das abordagens promissoras para lesões medulares agudas. O procedimento foi realizado no Hospital Mater Dei Salvador (HMDS) e é o primeiro caso conduzido em um hospital privado do estado dentro do protocolo de pesquisa autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Paulo sofreu uma perfuração por arma de fogo ao sair do trabalho durante uma tentativa de assalto, em dezembro de 2025. O projétil atingiu as costas e provocou uma lesão raquimedular completa na altura da vértebra T2, o que levou à perda dos movimentos do peito para baixo e o deixou paraplégico. Após conhecer o tratamento por meio de uma reportagem, ele entrou em contato com a farmacêutica responsável pela pesquisa e conseguiu se enquadrar no protocolo experimental, autorizado pela Anvisa e pelo laboratório responsável pelo desenvolvimento da enzima. O procedimento foi conduzido pelo neurocirurgião Marco Aurélio Brás de Lima, do Rio de Janeiro, e pelo cirurgião de coluna do Hospital Mater Dei, Fabrício Guedes, com apoio de uma equipe multidisciplinar. Segundo o especialista, a aplicação da enzima foi feita diretamente na medula espinhal. “A aplicação foi feita por meio de agulhas especiais posicionadas na região da lesão. Como o dano medular é extenso, realizamos a aplicação de forma fracionada em diferentes pontos da área afetada, com o objetivo de ampliar a distribuição da substância e favorecer o ambiente de regeneração neural”, explicou o médico. O médico Fabrício Guedes, disse que o prazo de 72 horas citado em estudos não está relacionado especificamente à ação da enzima polilaminina, mas ao tempo considerado ideal para o tratamento de lesões na medula. “Nesse período, a recomendação é realizar a cirurgia para descomprimir e estabilizar a coluna, o que aumenta as chances de recuperação neurológica. No caso de Paulo, esse procedimento foi feito dentro das primeiras 72 horas após o ferimento por arma de fogo. Por isso, ele pôde ser incluído no estudo e receber posteriormente a aplicação da enzima, que pode ser administrada até 90 dias depois da lesão”, falou o médico. A expectativa é que, após a aplicação, o paciente passe por um processo de reabilitação intensiva com fisioterapia especializada, etapa considerada essencial para estimular possíveis ganhos funcionais. “Trata-se de uma abordagem ainda experimental, indicada especialmente para lesões medulares agudas, nas quais há maior potencial de resposta biológica ao tratamento. A proposta é criar condições mais favoráveis para que o sistema nervoso volte a estabelecer conexões”, afirmou Fabrício Guedes. A enzima polilaminina vem sendo estudada em pesquisas brasileiras voltadas à regeneração de tecidos nervosos. A substância atua degradando componentes da cicatriz formada após a lesão medular, uma barreira biológica que dificulta a regeneração dos neurônios, permitindo que as fibras nervosas tenham maior possibilidade de reconectar-se. Resultados preliminares de estudos clínicos e experimentais indicam que alguns pacientes submetidos à terapia apresentaram melhoras parciais de sensibilidade e movimento, especialmente quando associadas a protocolos intensivos de reabilitação. “Embora ainda não seja possível falar em cura para lesões medulares completas, iniciativas como essa representam avanços importantes na busca por novas alternativas terapêuticas para pacientes com lesões medulares traumáticas recentes, que hoje ainda têm opções muito limitadas de tratamento”, destacou o médico. Para Paulo Araújo, participar do estudo representa uma nova possibilidade após meses de incerteza desde o episódio de violência que mudou sua vida. “Quando fui atingido, perdi os movimentos do peito para baixo e pensei que nunca mais teria esperança de recuperação. Conhecer esse tratamento e conseguir participar do estudo reacendeu minha fé e minha vontade de lutar”, contou. Ele afirma que vê no procedimento uma oportunidade não apenas pessoal, mas também de contribuir para o avanço da ciência. “Hoje tenho a oportunidade de ter esperança de voltar a ter movimentos. Creio que Deus está permitindo que novas portas se abram não só para mim, mas para muitas outras pessoas que enfrentam a mesma situação”, disse. Após a aplicação da enzima, o paciente seguirá em acompanhamento médico e participará de um programa específico de reabilitação. Os resultados serão monitorados ao longo dos próximos meses, período considerado crucial para avaliar possíveis respostas neurológicas ao tratamento. Fonte: g1 ba