O assassinato de Camile Duarte, 30 anos, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, ocorreu após uma sequência de episódios de violência doméstica relatados à Polícia Civil. De acordo como g1, o ex-marido da vítima, Ruan Henrique Oliveira de Souza, 31, não aceitava o fim do relacionamento de cerca de 15 anos e já havia ameaçado matá-la semanas antes do crime. A polícia aponta que uma das circunstâncias que reforçam a suspeita de premeditação é uma ameaça feita pelo suspeito cerca de duas semanas antes do feminicídio. Conforme a investigação, Ruan foi até a residência da ex-companheira armado, colocou a arma na cabeça dela e afirmou que a mataria antes de tirar a própria vida. O crime aconteceu na manhã de terça-feira (2). Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Ruan entrou na casa apenas um minuto após os filhos gêmeos do casal, de 12 anos, saírem para a escola. Para a polícia, a ação foi planejada. A investigação também aponta que o relacionamento era marcado por conflitos constantes e episódios de agressão. Conforme relatos colhidos pelos investigadores, Camile já havia sido vítima de violência física anteriormente. Em um dos casos, ocorrido em fevereiro deste ano, ela teria sido agredida pelo então companheiro e ficou com hematomas no rosto. Apesar dos episódios, nenhuma ocorrência policial foi registrada pela vítima. Após invadir a residência, Ruan atacou Camile com diversos golpes de faca. Segundo a polícia, a vítima apresentava ferimentos em regiões como nuca, seios e mãos. Ela morreu dentro da casa. Depois do feminicídio, o homem deixou o imóvel, retornou pouco tempo depois e foi encontrado morto nos fundos da residência. De acordo com a delegada, ele tirou a própria vida utilizando uma corda. Os celulares de Camile e de Ruan foram apreendidos para perícia. Como o autor do crime morreu, o inquérito deverá ser concluído com a extinção da punibilidade. Os filhos do casal, que estavam na escola durante o crime, ficaram sob os cuidados de familiares. Fonte: Correio 24 horas
Ex-lutador de UFC morre aos 45 anos
O ex-lutador do UFC Jay Silva morreu aos 45 anos. A morte foi confirmada pela organização polonesa FAME MMA, uma das últimas pelas quais o atleta competiu. A causa não foi divulgada. Em nota, a entidade lamentou a perda do veterano das artes marciais mistas (MMA) e destacou sua trajetória dentro do esporte. “Jay transmitia um grande sorriso, energia positiva e o profissionalismo de um verdadeiro atleta. Ele permanecerá para sempre na história da nossa federação”, afirmou a organização. Ele morreu no último domingo (31), Nascido em Luanda, em Angola, Silva construiu a maior parte da carreira nos Estados Unidos, onde se mudou ainda jovem. Ao longo de 17 anos no MMA profissional, acumulou passagens por algumas das principais organizações da modalidade, incluindo UFC e Bellator. No UFC, lutou entre 2009 e 2010 e enfrentou nomes conhecidos da categoria dos médios, como CB Dollaway e Chris Leben. Embora tenha sido derrotado em ambas as ocasiões, chegou à organização após construir um cartel promissor, com cinco vitórias e apenas uma derrota. Em 2012, ganhou notoriedade ao derrotar Kendall Grove em um evento da Superior Cage Combat, resultado que lhe rendeu o apelido de “Da Spyder Killer”. Durante a carreira, também dividiu o cage com atletas de destaque, como Hector Lombard, no Bellator, e o polonês Mariusz Pudzianowski, multicampeão mundial de força. Segundo o site especializado Sherdog, suas últimas aparições como profissional ocorreram em 2019 e 2025. A entrada de Silva no MMA aconteceu de forma inesperada. Em 2007, enquanto trabalhava como segurança de uma casa noturna em Nova York, conheceu o ex-campeão do UFC Quinton “Rampage” Jackson. O encontro o incentivou a se mudar para a Califórnia e investir na carreira de lutador. Ao longo dos anos, também treinou com o renomado técnico de boxe Freddie Roach, responsável por preparar campeões mundiais como Manny Pacquiao. Fonte: Correio 24 horas
Aluno é obrigado a ficar nu por suspeita de portar cigarro eletrônico em escola
Diretora e vice-diretora foram afastadas A diretora e a vice-diretora de uma escola estadual, em Santo André, na Grande São Paulo, foram afastadas de suas funções após uma denúncia envolvendo a abordagem de um aluno de 14 anos dentro da unidade escolar. Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, o caso teve início após a suspeita de que o estudante estivesse portando cigarros eletrônicos nas dependências da Escola Estadual Ordânia Janone Crespo. Durante a abordagem, o adolescente teria sido obrigado a tirar a roupa e ficar nu, mas nenhum item irregular foi localizado. A Unidade Regional de Ensino (URE) de Santo André, após tomar conhecimento do episódio, determinou o desligamento das duas gestoras dos cargos de direção e encaminhou o caso à Controladoria Geral do Estado (CGE), que ficará responsável pela apuração administrativa. Ao comentar o episódio, o órgão destacou que acompanha a situação e se manifestou sobre o atendimento prestado ao estudante. “A Unidade Regional de Ensino lamenta o ocorrido e está prestando apoio ao estudante e à sua família. Um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas foi disponibilizado para atendimento ao aluno”, declarou. O órgão também afirmou que “repudia toda e qualquer forma de violência e não compactua com a conduta das servidoras”. Além da investigação administrativa, o caso é apurado pela Polícia Civil. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o 4º Distrito Policial de Santo André realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do episódio e definir as medidas cabíveis. Fonte: Correio 24 horas
Acusado de tirar folga para matar companheira com 44 facadas confessa crime durante júri em Salvador
Julgamento segue no Fórum Ruy Barbosa; conselho de sentença vai decidir sobre qualificadoras que podem aumentar a pena O júri popular de Gilmar Correia da Silva, acusado de matar a companheira Lindiane Rufino Soares, teve início na manhã desta quarta-feira (3), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Durante o interrogatório, o réu confessou o crime. A sessão foi interrompida para um intervalo e continua durante a tarde com os debates entre acusação e defesa. Pela manhã, foram ouvidas quatro testemunhas indicadas pelo Ministério Público e uma pela defesa, além do próprio acusado. As demais testemunhas previstas para prestar depoimento foram dispensadas. Gilmar responde por feminicídio pela morte de Lindiane, ocorrida em 5 de janeiro de 2025, dentro do apartamento onde o casal vivia, no bairro de São Rafael. Os dois mantinham um relacionamento há cerca de 15 anos e tinham uma filha de 10 anos. O julgamento é conduzido pelo juiz Gabriel Igleses, na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador. Cabe ao conselho de sentença analisar não apenas a autoria do crime, mas também se o caso ocorreu em contexto de violência doméstica e se estão presentes qualificadoras como o uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Esses fatores podem influenciar diretamente na pena em caso de condenação. Crime no dia de folga De acordo com a investigação, Lindiane foi morta com 44 golpes de faca. Em decisão que negou o pedido de liberdade provisória da defesa, a juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos destacou a gravidade do caso, apontando que a vítima sofreu múltiplas perfurações e uma amputação traumática na ponta do dedo polegar da mão direita. Segundo familiares, o relacionamento enfrentava conflitos desde dezembro de 2024. No dia do homicídio, Gilmar, que trabalha embarcado, pediu para o chefe uma folga, com a desculpa que precisava resolver problemas pessoais. Após o crime, ele teria tentado deixar o local utilizando um carro por aplicativo. O motorista, no entanto, recusou a corrida ao perceber que o passageiro estava com as roupas manchadas de sangue. A polícia foi acionada e o acusado acabou preso em flagrante por uma policial militar que estava fora de serviço e seguia para casa. A sessão integra as ações do projeto TJBA Mais Júri, iniciativa do Tribunal de Justiça da Bahia voltada à ampliação do número de julgamentos de crimes dolosos contra a vida em todo o estado. Fonte: Correio 24 horas
‘Rei do desbloqueio do iPhone’ é preso durante operação em Salvador
Homem é suspeito de desbloquear celulares roubados para revenda Um homem conhecido como “rei do desbloqueio do iPhone” foi preso na manhã desta quarta-feira (3), em Salvador, durante a Operação Dose Final. Identificado como Jonatas de Almeida Silva, ele é suspeito de comandar uma central clandestina especializada no desbloqueio e formatação de celulares roubados e furtados para posterior revenda. As prisões ocorreram no âmbito da Operação Dose Final, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para combater uma organização criminosa investigada por roubos de medicamentos de alto valor comercial, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, em farmácias de Salvador (entenda envolvimento dos presos mais abaixo). Ao todo, 17 pessoas foram presas, sendo 16 em Salvador e uma na cidade de São Paulo. Também foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão. A Justiça autorizou ainda o bloqueio de bens e valores que somam R$ 12,5 milhões. Segundo os investigadores, a medida busca enfraquecer financeiramente a organização criminosa e impedir a continuidade das atividades ilícitas. De acordo com a Polícia Civil, o grupo é investigado não apenas pelos roubos a farmácias, mas também por tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios ligados a disputas territoriais, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As medidas judiciais foram cumpridas nos bairros de Valéria, Narandiba, Nordeste de Amaralina, Pirajá, Engenho Velho da Federação e Garcia, em Salvador, além de ações realizadas em São Paulo e Mesquita, no Rio de Janeiro. As investigações começaram após uma série de roubos registrados em redes farmacêuticas da capital baiana. Durante o aprofundamento das apurações, os policiais identificaram uma estrutura criminosa organizada, com atuação concentrada na região do Nordeste de Amaralina. Quem são os presos? Segundo a polícia, Jonatas era responsável por uma central clandestina de desbloqueio de celulares roubados. No imóvel utilizado pelo suspeito foram apreendidos equipamentos eletrônicos e dez aparelhos celulares, que passarão por perícia. Outro investigado preso é apontado como responsável pela distribuição e comercialização de drogas na área dominada pela organização. Também foi preso um suspeito de receptar medicamentos roubados para revendê-los ilegalmente. Um quarto alvo é investigado por divulgar as atividades do grupo criminoso, incluindo anúncios relacionados à venda de entorpecentes, tabelas de preços e informações sobre pontos de comercialização. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, equipamentos eletrônicos e documentos que poderão auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento das investigações. Fonte: Correio 24 horas