Autoridades de segurança da Líbia localizaram os corpos de pelo menos seis migrantes no sudeste do país depois que o veículo em que o grupo viajava apresentou problemas no deserto. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25) pela Diretoria de Segurança de Alwahat. Segundo o órgão, os corpos foram encontrados em uma região desértica situada a aproximadamente 200 quilômetros a noroeste da cidade de Jalu. Dois dos migrantes estavam mortos dentro do veículo avariado. Outros três corpos foram encontrados a cerca de quatro quilômetros do automóvel, enquanto uma sexta vítima foi localizada aproximadamente 10 quilômetros adiante, após agentes seguirem as pegadas deixadas no deserto. Documentos encontrados no veículo indicaram que o proprietário era natural do Chade, conforme informou a Diretoria. No mesmo episódio, 19 migrantes haviam sido resgatados no domingo. As autoridades, porém, não detalharam onde o grupo foi localizado. Entre os sobreviventes estava o irmão do proprietário do veículo. De acordo com o relato dele às autoridades, o grupo viajava em dois carros. Quando um deles apresentou defeito, os ocupantes do segundo veículo teriam retirado o combustível do automóvel quebrado e seguido viagem. Imagens divulgadas pela Diretoria de Segurança mostram agentes, acompanhados por integrantes do Quinto Batalhão da 129ª Brigada, realizando a retirada dos corpos da área desértica e colocando as vítimas em sacos plásticos pretos. Desde a queda do ex-líder Muammar Gaddafi, em 2011, durante uma revolta apoiada pela OTAN, a Líbia se consolidou como uma importante rota de passagem para migrantes que deixam seus países em razão de conflitos e da pobreza com destino à Europa. Muitos enfrentam trajetos considerados extremamente perigosos pelo deserto e pelo Mar Mediterrâneo. Fonte: CNN Brasil
Janja e Renan Santos trocam críticas após debate presidencial na Band
A primeira-dama Janja Lula da Silva e o candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, passaram a trocar críticas nos últimos dias após uma declaração feita pelo político durante o debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes no último domingo (23). Durante o programa, Renan criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em uma provocação, o candidato levou fraldas geriátricas com os nomes dos dois concorrentes. Ao mencionar Lula, Renan também fez referência à primeira-dama e afirmou que, caso estivesse no debate, o presidente teria “companhias melhores”. Após a declaração, Janja pediu direito de resposta e divulgou uma nota repudiando as falas do candidato. Segundo ela, houve um ataque “de forma pessoal e depreciativa”. A primeira-dama classificou a manifestação como misógina e afirmou que episódios desse tipo não devem ser tratados como algo normal. No posicionamento, Janja também declarou que situações semelhantes não seriam isoladas e mencionou declarações anteriores atribuídas ao candidato envolvendo mulheres. “Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de ‘pena’ está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta de misoginia para atacar um adversário político”, afirmou em trecho da nota. Ao encerrar a manifestação, a primeira-dama defendeu que debates políticos devem servir para apresentar propostas, confrontar ideias e discutir projetos para o país, e não para “expor, debochar ou intimidar” uma mulher que sequer participa da disputa eleitoral. Confira a íntegra da nota “Diante do episódio ocorrido no debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes na noite deste domingo (23/08), manifesto repúdio às falas do candidato Renan Santos (Missão). Situações como essa não podem ser normalizadas. O candidato atacou, de forma pessoal e depreciativa, uma mulher que não é candidata, não estava presente para se defender e não tinha qualquer relação com o tema em discussão. Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de ‘pena’ está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político. Episódios como esse não são um caso isolado. Renan Santos já esteve envolvido em declarações de violência contra as mulheres e incitou dezenas de homens a cometerem um estupro coletivo. É possível visualizar um padrão de falas que normalizam o desrespeito às mulheres. Nós, mulheres, sabemos o quanto precisamos lutar para sermos ouvidas sem sermos interrompidas, desqualificadas ou atacadas. Por isso, faz-se tão necessário repreender imediatamente atos como esses, que depreciam nossas existências. Debate político é, ou deveria ser, um lugar para apresentar propostas, confrontar ideias e discutir projetos para o nosso país. Não é lugar para expor, debochar ou intimidar uma mulher, principalmente uma que nem candidata é. Janja Lula da Silva” Renan volta a criticar primeira-dama Depois da manifestação de Janja, Renan Santos retomou o assunto durante uma sabatina realizada pela rádio TMC nesta terça-feira (25). Questionado sobre a repercussão, o candidato do Missão afirmou que considera Janja um “agente político” e criticou sua atuação no governo. Segundo ele, quem exerce influência política também precisa “arcar com as consequências do exercício de poder”. “Ela interfere no governo do marido dela sem ter sido eleita para isso. E aí, quando ela vai receber as consequências dos posicionamentos políticos dela, ela não gosta. Quer dizer, é bom ser agente político para pegar o nosso dinheiro e sair viajando por aí, ficar comprando bolsa, andando, desfilando por aí como se fosse uma modelo. Aí, quando é alvo de críticas, ela não gosta”, declarou. Na sequência, Renan voltou a defender a fala feita durante o debate de domingo e afirmou que a provocação tinha como alvo principal o presidente Lula e sua ausência no encontro. “Ora, eu disse de maneira muito clara, eu falei duas vezes dela: ‘O Lula estaria melhor acompanhado conosco no debate do que com ela’. Lógico que eu estava provocando ele”, completou. Fonte: CNN Brasil
Santos negocia com Arthur Melo, mas transfer ban da Fifa dificulta possível acerto
O Santos iniciou conversas com representantes do meio-campista Arthur Melo com o objetivo de reforçar o elenco, conforme apuração da Itatiaia. O jogador, que deixou recentemente a Juventus, está livre no mercado e pode assinar com uma nova equipe sem custos de transferência. Apesar disso, o clube paulista enfrenta um obstáculo importante: um “transfer ban” imposto pela Fifa, que atualmente impede o registro de novos jogadores. A punição está relacionada a uma dívida do Santos com o Monaco pela contratação do meio-campista Jean Lucas, realizada em 2023. Mesmo que uma eventual chegada de Arthur não envolva pagamento pela transferência, o Peixe precisa solucionar a pendência antes de registrar qualquer novo atleta. Segundo informações apuradas pela Itatiaia, a diretoria santista mantém contato com o clube francês na tentativa de chegar a um acordo e derrubar a proibição. Até o momento, porém, as negociações ainda não foram concluídas. Mesmo diante da situação, Arthur Melo e seus representantes demonstram confiança no avanço das conversas. A informação sobre o interesse do Santos no jogador foi divulgada inicialmente pela ESPN e posteriormente confirmada pela Itatiaia. Carreira de Arthur Melo Revelado pelo Grêmio, Arthur construiu parte importante da carreira no futebol europeu. O meio-campista passou por clubes como Barcelona, Juventus, Liverpool, Fiorentina e Girona, além de ter sido convocado diversas vezes para defender a Seleção Brasileira. Em 2025, Arthur retornou ao Grêmio por empréstimo, com vínculo previsto até junho de 2026. Durante a segunda passagem pelo clube gaúcho, entrou em campo 36 vezes, marcou um gol e contribuiu com duas assistências. Na última sexta-feira (21), o jogador de 30 anos rescindiu o contrato que mantinha com a Juventus e ficou livre no mercado. A situação pode facilitar um possível acordo, já que o clube interessado não precisa desembolsar valores pela transferência. Santos busca reforço para o meio-campo A chegada de um meio-campista está entre as prioridades do Santos nesta janela de transferências. Antes de avançar nas conversas por Arthur Melo, o clube tentou negociar com Lima, ex-Fluminense, e Alexsander, do Atlético. As tratativas pelos dois jogadores, no entanto, não avançaram como esperado. Com isso, o Alvinegro Praiano passou a analisar outras possibilidades no mercado e direcionou suas atenções para Arthur Melo. Fonte: CNN Brasil
Justiça Eleitoral barra uso do nome Bolsonaro por candidatos sem parentesco
A Justiça Eleitoral começou a impedir que candidatos sem ligação familiar com Jair Bolsonaro utilizem o sobrenome do ex-presidente em seus nomes de urna. Nos últimos dias, decisões tomadas no Rio de Janeiro e em Mato Grosso determinaram a retirada da referência a Bolsonaro dos nomes escolhidos por candidatos para aparecer nas urnas eletrônicas. Um dos casos envolve Renato de Araújo Corrêa, candidato do PL a deputado federal. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) proibiu o uso do nome de urna “Renato de Araújo Bolsonaro”. Durante a análise do registro da candidatura, o Ministério Público Eleitoral destacou que, desde 2024, vem defendendo restrições ao uso de sobrenomes de políticos por candidatos que não possuem vínculo familiar com eles. O objetivo, segundo o órgão, é evitar possíveis confusões entre os eleitores e a chamada “migração de votos”. Na avaliação do Ministério Público, a adoção do sobrenome “Bolsonaro” poderia levar parte do eleitorado a acreditar na existência de algum parentesco entre Renato e o ex-presidente. Isso poderia gerar dúvidas sobre a verdadeira identidade do candidato e até provocar desequilíbrio na disputa eleitoral. O desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, do TRE-RJ, acolheu os argumentos apresentados pelo Ministério Público e decidiu impedir a utilização do sobrenome na candidatura de Renato. Situação semelhante aconteceu em Mato Grosso. A candidata a deputada estadual Flaviane Ramalho teve o pedido negado para concorrer com o nome de urna “Flaviane do Bolsonaro”. Na decisão, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, do TRE-MT, explicou que a possibilidade de um candidato demonstrar identificação com determinado projeto político não elimina a exigência de que o nome utilizado na urna sirva para identificar a própria pessoa, sem provocar dúvidas sobre sua identidade. No caso de Flaviane, o magistrado ressaltou que “Bolsonaro” não integra seu nome civil e que não foi comprovado qualquer parentesco que justificasse a utilização do sobrenome. Também não foram apresentadas provas suficientes de que “Flaviane do Bolsonaro” fosse um nome pelo qual a candidata já fosse pública e amplamente conhecida em sua atuação política, profissional ou social. As decisões surgem em meio à análise de outros registros de candidatos que também adotaram nomes ligados a figuras políticas conhecidas. Conforme levantamento divulgado pela CNN, neste ano as urnas eletrônicas terão ao menos oito candidatos utilizando a identificação “Lula” e outros 20 com o nome “Bolsonaro”. Nenhum deles, no entanto, possui parentesco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Fonte: CNN Brasil
Líder de facção morre em confronto com a PM e soldado é baleado em Mutuípe
Um homem de 32 anos, identificado pela polícia como líder de uma facção criminosa com atuação em Mutuípe e em municípios do Vale do Jiquiriçá, morreu após um confronto com policiais militares na manhã desta terça-feira (25), na zona rural de Mutuípe. Durante a ocorrência, um soldado da Polícia Militar também foi atingido por um disparo e precisou ser hospitalizado. De acordo com informações da PM, a ação aconteceu por volta das 5h30 e fazia parte de uma operação conjunta realizada por equipes da Rondesp Recôncavo, Cipe Recôncavo e do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Os agentes cumpriam um mandado de prisão contra o suspeito, conhecido pelo apelido de “Marcelo”. Ainda segundo a corporação, ao chegarem ao local, os policiais teriam sido recebidos a tiros. Houve reação das equipes e, durante a troca de tiros, um soldado foi baleado na região da coxa. O policial recebeu atendimento inicial e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Mutuípe. Posteriormente, ele foi transferido para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, onde permanece internado. Conforme a Polícia Militar, o estado de saúde do militar é considerado estável. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que as equipes continuam realizando buscas na região com o objetivo de localizar e identificar outros suspeitos que teriam participado do confronto. O policiamento na área também foi intensificado. A operação recebe apoio do Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer), que utiliza um helicóptero para auxiliar nas buscas. Fonte: G1