Moradores do enclave espanhol de Ceuta, localizado no norte da África, desmontaram um acampamento improvisado ocupado por migrantes em uma praia na noite de quinta-feira (27). Durante a ação, as barracas foram derrubadas e objetos pertencentes aos migrantes foram lançados ao mar. Os moradores também acenderam uma fogueira e exibiram bandeiras da Espanha, enquanto os migrantes acompanhavam a movimentação no local. Horas antes, um grupo de manifestantes havia interditado uma estrada próxima à praia. Durante o protesto, foram entoadas palavras de ordem, entre elas pedidos para que os migrantes fossem expulsos da região. O clima de tensão entre moradores e migrantes se intensificou após uma travessia em massa registrada no fim de julho. Segundo as autoridades, cerca de 5 mil pessoas ainda permanecem em Ceuta. Ao menos 72 mil migrantes teriam atravessado a fronteira com o Marrocos em 30 de julho. A onda migratória também deixou vítimas. No lado espanhol da fronteira, 82 migrantes morreram, enquanto outras 14 mortes foram confirmadas pelas autoridades marroquinas. Fonte: CNN Brasil
Preso há cinco meses, Vorcaro nega ter usado “espiões” dentro do Banco Central
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (28), que não recebeu informações privilegiadas de servidores do Banco Central (BC). A oitiva ocorreu no âmbito do inquérito que investiga a atuação de dois ex-funcionários da instituição, suspeitos de beneficiar o Banco Master em troca de vantagens financeiras. A Polícia Federal apura se os servidores teriam sido utilizados por Vorcaro para obter informações internas e possíveis benefícios, atuando como uma espécie de “espiões” dentro do Banco Central. As perguntas feitas pelos investigadores durante o depoimento ficaram concentradas especificamente nesse ponto da investigação. Por meio de nota, a defesa de Vorcaro declarou que “não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso”. Os advogados também voltaram a afirmar que o ex-banqueiro está disposto a fornecer esclarecimentos mais detalhados, desde que seja garantida a possibilidade de uma colaboração premiada. Vorcaro respondeu a todos os questionamentos apresentados pela Polícia Federal. O depoimento foi realizado por videoconferência, começou por volta das 10h30 e terminou às 14h20. O ex-banqueiro participou da oitiva diretamente da carceragem da Papudinha, onde permanece detido. Recentemente, a defesa ganhou o reforço do criminalista Daniel Bialski, que passou a atuar ao lado do advogado Sérgio Leonardo. A estratégia é tentar avançar em uma nova negociação para um eventual acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Daniel Vorcaro está preso há cinco meses e permanece na Papudinha, unidade localizada ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Fonte: CNN Brasil
Corinthians cria cláusula contra envolvimento político e multa Memphis após clipe polêmico
O Corinthians incluiu nos contratos de seus jogadores uma cláusula que impede o envolvimento dos atletas em assuntos políticos internos do clube. O dispositivo também está presente no vínculo de Memphis Depay e teve sua existência confirmada pelo presidente Osmar Stabile. De acordo com o mandatário alvinegro, a medida começou a ser adotada na temporada passada, em meio ao período de instabilidade política vivido pelo Corinthians. “Existe a cláusula, está claro, e vale para os demais jogadores. Existe um envolvimento na parte política, isso atrapalha. Não dá para envolver a parte política. Passamos por momentos turbulentos no ano passado e, ainda assim, fomos campeões da Copa do Brasil”, afirmou Stabile, em entrevista à ESPN. O presidente reforçou ainda que a prioridade dos atletas deve ser exclusivamente o desempenho dentro de campo. “Todo atleta é contratado para jogar futebol. Nosso coração é o futebol profissional. Colocamos essa cláusula em virtude do momento que estamos passando”, completou. Polêmica envolvendo clipe de Memphis A discussão ganhou destaque após Memphis Depay lançar, no dia 21 de agosto, o videoclipe da música “Don’t Panic”, que apresenta algumas referências ao Corinthians. Em um trecho da canção, o jogador menciona um “vice-presidente que agora é meu inimigo”, frase interpretada como uma possível referência a Armando Mendonça, dirigente do clube. Já nos momentos finais do vídeo, Memphis aparece diante do Parque São Jorge enquanto o local é retratado em chamas. Após a repercussão, o atacante explicou à diretoria corintiana que o lançamento do clipe não tinha qualquer ligação com os protestos de torcedores marcados para ocorrer em frente ao Parque São Jorge no sábado (22). Nas redes sociais, o holandês também publicou uma manifestação contrária a qualquer tipo de violência e afirmou esperar que o ato dos torcedores acontecesse de maneira pacífica. “Nós conversamos logo após, falamos com ele. Falei que tinha um grupo de torcedores que viria no dia seguinte, que isso poderia incentivá-los. Ele, sensibilizado, soltou uma nota logo em seguida. Depois, ele tirou a parte em que queima o escudo do Corinthians”, explicou Stabile. Como consequência do episódio, Memphis recebeu uma multa correspondente a parte de seu salário. Internamente, porém, a diretoria considera o assunto encerrado. Fonte: CNN Brasil
Policiais com salários de até R$ 8,6 mil são investigados por patrimônio milionário com lanchas, imóveis e empresas
Dois policiais civis que recebem salários brutos inferiores a R$ 8,6 mil aparecem na investigação da Operação Merx ligados a um patrimônio formado por imóveis, embarcações, empresas e veículos. A operação foi deflagrada nesta sexta-feira (28). Os bens e as movimentações financeiras dos investigados passaram a ser analisados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que apura um suposto esquema de extorsão contra contrabandistas de produtos eletrônicos na Grande São Paulo. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os policiais teriam exigido pagamentos que poderiam chegar a 70% do valor das cargas interceptadas para liberar caminhões ou devolver mercadorias que deveriam ser apreendidas. A análise do patrimônio passou a fazer parte das investigações sobre uma possível lavagem do dinheiro obtido por meio das extorsões. Segundo a Justiça, algumas das operações financeiras identificadas apresentam características que ainda precisam ser esclarecidas. Como parte das medidas determinadas no processo, foi autorizado o bloqueio e o sequestro de até R$ 4 milhões em patrimônio relacionado aos investigados. Patrimônio chama atenção do Ministério Público Um dos nomes citados na investigação é o do investigador-chefe Marcos Vinicius de Souza Melo. Em março de 2026, ele recebia remuneração bruta mensal de R$ 8.523,77. Conforme documentos analisados pelo Gaeco, Marcos Vinicius aparece como proprietário de duas embarcações: o bote “Seu Valdir” e a lancha “Marcolinha e Bia”. O investigador também possui patrimônio imobiliário em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, além de uma casa de veraneio localizada em Maresias, no litoral paulista. Além dos imóveis e embarcações, ele consta como sócio de cinco empresas ligadas a setores como segurança eletrônica, transporte de cargas, assessoria contábil e administração de imóveis próprios. O Gaeco identificou ainda diversas mudanças na composição societária dessas empresas durante o segundo semestre de 2024. Entre as alterações estão mudanças nas atividades econômicas, transferências de endereço das sedes e entradas e saídas de sócios. Na avaliação do Ministério Público, o fato de essas movimentações terem se concentrado em período próximo aos episódios de extorsão investigados pode indicar uma tentativa de ocultação ou dissipação de patrimônio. Investigador comprou imóveis em leilões Outro policial citado na apuração patrimonial é Bruno Moreno dos Santos, que possuía salário bruto mensal de R$ 7.729,53. Segundo o processo, o investigador adquiriu diferentes propriedades por meio de leilões realizados pela Justiça do Trabalho. Em 18 de julho de 2024, Bruno arrematou por R$ 65 mil um terreno com área de 680 m², localizado em Caieiras, na Grande São Paulo. Posteriormente, o imóvel foi vendido por R$ 85 mil. Pouco menos de um mês depois, em 12 de agosto de 2024, ele quitou a compra de um terreno situado em um condomínio residencial de Barueri pelo valor de R$ 141.471,77. Já em 9 de maio de 2025, o investigador adquiriu outro imóvel em leilão judicial, desta vez em Sorocaba, pagando R$ 197 mil. A sequência de compras despertou a atenção do Ministério Público porque algumas das aquisições aconteceram em datas próximas aos episódios de extorsão apurados pela Operação Merx. Na decisão que autorizou as medidas contra os policiais, o juiz Djalma Moreira Gomes Junior destacou que a aquisição de patrimônio em hasta pública poderia, em tese, ser utilizada para dar aparência de legalidade a recursos provenientes de atividades ilícitas. Bruno também possui uma empresa voltada ao transporte rodoviário de cargas. Segundo o Gaeco, a atividade merece esclarecimentos, especialmente porque o grupo investigado teria atuação justamente na interceptação de cargas contendo produtos eletrônicos contrabandeados. Fusca, caminhonetes e ligações patrimoniais As investigações também apontaram conexões patrimoniais entre alguns dos policiais e pessoas próximas a eles. O investigador Vagner Ramalho, que recebia salário bruto de R$ 8.436,51, possui um Volkswagen Fusca 1965 registrado em um endereço residencial associado a Marcos Vinicius. No mesmo endereço também constava o registro de uma Volkswagen Amarok pertencente à ex-esposa de Marcos Vinicius. Outra movimentação analisada pelo Ministério Público envolve a esposa de Vagner. Conforme os documentos, ela vendeu, em 6 de setembro de 2024, um terreno de 250 m² no Residencial Quintas do Ingaí, em Santana de Parnaíba, também na Grande São Paulo. A negociação ocorreu aproximadamente uma semana depois de episódios de extorsão que fazem parte da investigação conduzida pela força-tarefa. O quarto policial que teve a prisão preventiva decretada, José Adriano Pereira da Silva Nishi, recebia salário bruto de R$ 6.326,61. Em seu nome havia um Audi A3 registrado. Já a esposa dele aparecia como proprietária de um Hyundai Creta, modelo 2024/2025. Justiça determina bloqueio de patrimônio Diante dos indícios reunidos ao longo da investigação, a Justiça autorizou medidas de bloqueio que não ficaram restritas às contas bancárias dos envolvidos. Também foi determinado que 14 corretoras de criptomoedas informassem se existiam ativos digitais relacionados aos investigados e, em caso positivo, realizassem o bloqueio dos valores. A decisão prevê ainda que eventuais criptomoedas encontradas sejam vendidas imediatamente pelo valor de mercado, evitando possíveis perdas provocadas pela oscilação dos ativos digitais. Entenda a Operação Merx A Operação Merx apura a atuação de uma organização suspeita de utilizar policiais civis para abordar cargas de eletrônicos contrabandeados e cobrar dinheiro dos responsáveis pelas mercadorias. Segundo o Ministério Público de São Paulo, os pagamentos exigidos poderiam representar até 70% do valor das cargas interceptadas. Além dos agentes de segurança, as investigações também envolvem contrabandistas e um advogado apontado como possível intermediário dos pagamentos. A Justiça decretou a prisão preventiva de sete pessoas e determinou ainda o afastamento de um investigador de suas funções públicas. Até o momento, seis dos sete alvos das prisões já foram localizados. Um dos policiais continua sendo procurado. Os mandados relacionados à Operação Merx são cumpridos nos estados de São Paulo, Paraná e Goiás. A investigação ainda deverá apurar se a origem do patrimônio atribuído aos envolvidos é lícita ou proveniente de atividades criminosas. Fonte: CNN Brasil
Homem é preso após perseguir ex-companheira e invadir casa mesmo com medida protetiva em Serrinha
Um homem de 27 anos foi preso na quarta-feira (26), em Serrinha, cidade localizada a cerca de 68 km de Feira de Santana, após descumprir uma medida protetiva de urgência. De acordo com a Polícia Civil, ele é investigado por perseguir a ex-companheira, de 23 anos, e invadir a residência dela mesmo após uma decisão judicial determinar que mantivesse distância. A medida protetiva havia sido concedida em dezembro de 2025, depois que a vítima foi agredida fisicamente pelo investigado. Conforme as apurações, em agosto deste ano, o homem voltou a procurar a jovem, enviando mensagens e passando a persegui-la por não aceitar o término do relacionamento. Em uma das ocasiões, ele também teria entrado na casa da ex-companheira. Após os novos episódios de descumprimento da decisão judicial, a Vara Criminal do Júri e de Execuções Penais de Serrinha determinou a prisão preventiva do suspeito. O mandado foi cumprido durante a Operação Malhas da Lei, iniciativa voltada para a localização de pessoas procuradas pela Justiça e o cumprimento de ordens judiciais. Policiais do Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) de Serrinha, com apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sisal), fizeram buscas e encontraram o homem no bairro Estação. Após ser localizado, ele foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos previstos em lei. O investigado segue preso e permanece à disposição da Justiça. Fonte: G1