Um carro invadiu uma lavanderia na Avenida Euclydes da Cunha, no bairro da Graça, em Salvador, nesta quarta-feira (4). Dois funcionários do estabelecimento estavam no local. Um deles ficou ferido. De acordo com informações do Bahia Meio Dia, da TV Bahia, o filho do idoso que dirigia o carro informou que o pai não tinha o costume de dirigir veículos com câmbio automático. Ele precisou retirar o automóvel de onde estava estacionado, mas acabou perdendo o controle da direção. Um dos funcionários da lavanderia, no entanto, relatou que, antes de invadir o estabelecimento, o idoso alegou que iria prestar queixa contra ele ao dono do local. “Ele falou que era cliente da loja e que faria uma queixa ao dono da loja. Em seguida, falou um palavrão. Ele entrou no carro e deu uma ré brusca. Veio de lá para cá em alta, de forma agressiva. A intenção dele foi colocar o carro aqui dentro”, disse um dos funcionários. Uma funcionária, identificada como Leila de Souza, sofreu ferimentos leves. Policiais militares a levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “O que faltou para ele me matar e matar a colega de trabalho foi pouco. Ele fez porque ele quis. Ele não passou mal”, disse o funcionário. Ainda segundo o funcionário, o motorista fugiu do local. A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) informou que enviou uma equipe ao local, mas não localizou o veículo. Fonte: Correio 24 horas
Operação investiga suspeita de fraude e superfaturamento na compra de livros didáticos
Operação Caro Leitor foi deflagrada nesta quarta-feira (4). Mandados são cumpridos em Serrinha e Salvador, na Bahia, além de Fortaleza e Eusébio, no Ceará.A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (4), a Operação Caro Leitor, que investiga suspeitas de fraude em uma licitação e desvio de recursos públicos na compra de livros didáticos para a rede municipal de ensino de Serrinha, no interior da Bahia. As ações são realizadas em quatro cidades: Serrinha e Salvador, na Bahia, e Fortaleza e Eusébio, no Ceará. A investigação começou após um levantamento de riscos feito pela CGU e apura possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico de 2024, que resultou na contratação de uma empresa, a Alfa Livros e Consultoria Ltda., por R$ 5.953.359. O g1 tenta localizar o contato da empresa. As análises identificaram indícios de direcionamento da licitação, vínculos entre empresas participantes e movimentações financeiras suspeitas. Os pagamentos foram feitos com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em contas municipais que receberam complementação da União. Os órgãos de controle também apontaram indícios de superfaturamento. Segundo o levantamento, os livros adquiridos pela prefeitura teriam sido contratados por valores significativamente superiores aos divulgados para comercialização no próprio site da editora responsável pelas obras. As buscas têm como objetivo recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais relacionados à investigação. Os mandados são cumpridos em endereços de pessoas físicas, empresas e na Prefeitura de Serrinha. Os crimes investigados são fraude à licitação, desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações continuam para esclarecer as condutas dos envolvidos e a destinação dos recursos públicos, informou a PF. Em nota, a Prefeitura de Serrinha informou que os fatos investigados pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Caro Leitor, referem-se a procedimentos realizados em 2024, antes do início da atual gestão municipal. A administração reafirmou o compromisso com a transparência e a legalidade, colocando-se à inteira disposição dos órgãos de investigação e colaborando com o fornecimento de todas as informações e documentos necessários para o esclarecimento dos fatos. A prefeitura finalizou informando que respeita o trabalho das instituições de controle e reforça seu compromisso com a correta aplicação dos recursos públicos e com a população de Serrinha. Já o ex-prefeito da cidade, Adriano Lima, que estava à frente da gestão municipal em 2024, informou, em nota, que não foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação. (Confira a nota na íntegra abaixo) Confira a nota na íntegra do ex-prefeito de Serrinha O ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima, esclarece que não foi alvo de qualquer mandado de busca e apreensão na operação realizada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Adriano informa que, até o momento, não teve acesso aos autos da investigação nem a documentos que permitam conhecer os detalhes dos fatos apurados. Reafirma, entretanto, sua confiança no trabalho das instituições e sua inteira disposição para colaborar com as autoridades, sempre que solicitado. O ex-prefeito reforça que seus oito anos à frente da Prefeitura de Serrinha foram pautados pela transparência, responsabilidade e respeito ao dinheiro público, princípios que sempre orientaram sua trajetória na vida pública. Por fim, Adriano Lima manifesta seu compromisso com o esclarecimento dos fatos, respeitando o trabalho dos órgãos de investigação e o devido processo legal. Fonte: g1 ba
Justiça absolve homem acusado de ter matado três mulheres em Ilhéus por falta de provas; MP recorre de decisão
Alexsandra Oliveira, Maria Helena e Mariana Bastos foram achadas sem vida em região turística da cidade em agosto de 2025. Thierry Lima da Silva tinha sido denunciado em janeiro deste ano, após fim das investigações. O homem acusado de ser responsável pelo triplo homicídio ocorrido na cidade de Ilhéus, no sul do estado, foi absolvido pela Justiça, por falta de provas. A informação foi confirmada à TV Santa Cruz, nesta terça-feira (3). Conforme a decisão, o Julgamento aconteceu no dia 8 de outubro. Cinco dias depois, o Ministério Público da Bahia (MP-BA), responsável pela denúncia contra o homem, recorreu. O caso segue sem data para nova audiência. O g1 entrou em contato com a Defensoria Pública do Estado (DPE), responsável pela defesa de Thierry Lima da Silva, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41, e Mariana Bastos da Silva, 20, foram achadas mortas, com marcas de facadas, no dia 16 de agosto de 2025, em uma área de mata da Praia dos Milionários, destino turístico da região. Elas tinham desaparecido um dia antes. O acusado foi preso logo depois e alegou ter cometido o crime sozinho, em uma tentativa de assalto. Apesar de ser absolvido, ele não foi solto, porque há contra ele um mandado de prisão preventiva pela morte do seu companheiro após uma briga por ciúmes. O homem foi investigado por quatro meses, após a Polícia Civil (PC) pedir a prorrogação do prazo por duas vezes. O inquérito só foi concluído em dezembro de 2025. Em janeiro deste ano, o MP-BA aceitou a investigação e ofereceu denúncia. Em nota enviada na época, a PC informou que diligências de campo, análise de imagens de câmeras de segurança, exames periciais, oitivas de familiares e testemunhas, além da coleta de outros elementos, fundamentaram o indiciamento. No entanto, conforme pontuou a decisão que absolveu Thierry, não houve prova técnica que ligasse o acusado ao crime. Vale lembrar que, apesar da confissão, os peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) já tinham destacado não ter encontrado material genético do homem nas unhas e nas partes íntimas das mulheres. Também não foi achado DNA do acusado e nem das vítimas nas três facas apreendidas após o crime. Isso não significa que ele não participou da ação. E, segundo a Justiça, a absolvição não quer dizer que ele seja inocente, mas apenas que o Estado não conseguiu provar sua culpa. Relembre o caso Alexsandra Oliveira e Maria Helena do Nascimento Bastos eram amigas, vizinhas e trabalhavam em unidades de ensino da rede municipal. Já Mariana Bastos da Silva, filha de Maria Helena, estudava Engenharia Ambiental. Todas moravam em condomínios que ficam a 200 metros da praia. No dia 15 de agosto, as mulheres saíram para passear com o cachorro de estimação de Mariana, na Praia dos Milionários. Câmeras de segurança instaladas em barracas da localidade registraram parte do passeio. Nas imagens, é possível ver as vítimas lado a lado, enquanto caminhavam pela areia. Tutora do cão, Mariana segurava a coleira do cachorro. As três chegaram a cruzar com outras duas pessoas que se exercitavam na praia, e seguiram em frente. Depois disso, as vítimas sumiram e foram encontradas mortas no dia seguinte. As mortes motivaram pelo menos três protestos com pedidos de justiça na cidade. As mobilizações foram pacíficas e contaram com a presença de policiais militares. Após ser preso, no dia 25 de agosto, Thierry Lima da Silva disse, em depoimento à polícia, que agiu sozinho e esfaqueou as vítimas ao tentar assaltá-las. O suspeito foi detido por tráfico de drogas e, durante a audiência de custódia, admitiu o triplo homicídio. Ele também revelou que matou o companheiro após uma briga por ciúmes. Cerca de 700 vídeos da região foram analisadas pelo Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto, do Departamento de Polícia Técnica (DPT), em Salvador. O objetivo era reconstruir o contexto do crime e identificar a dinâmica da ação. Homenagens foram deixadas por moradores de Ilhéus no local onde Alexsandra, Maria Helena e Mariana foram encontradas mortas — Foto: Redes sociais Fonte: g1 ba