O governo dos Estados Unidos emitiu um alerta para os cidadãos americanos que planejam participar das festividades do Carnaval no Brasil, recomendando vigilância extra durante as celebrações e sugerindo precauções de segurança. Esse tipo de aviso é típico de comunicados do Departamento de Estado, através das embaixadas americanas, e não costuma estar vinculado a questões políticas, de acordo com o especialista Lucas de Souza Martins, professor da Universidade Temple. Embora esse tipo de alerta seja comum em situações de violência extrema ou questões como leis locais restritivas, o professor ressalta que, no contexto do Carnaval brasileiro, o comunicado pode parecer um exagero. Alertas similares foram dados em 2024 para países como Etiópia e México, mas em contextos bem diferentes, como a proibição de dispositivos de comunicação na Etiópia e questões de segurança no México. Além disso, o Departamento de Estado também emitiu alertas sobre possíveis ataques terroristas contra eventos LGBTQI+ em 2024, destacando a vulnerabilidade de celebrações do Orgulho em diversas partes do mundo. O professor Martins também observa que, enquanto o alerta para eventos LGBTQI+ é uma preocupação global com base em crimes de ódio, o comunicado sobre o Carnaval brasileiro se distancia de alertas típicos relacionados a situações de guerra ou violência extrema. Para Martins, a diferença está no contexto e no fato de que alertas para eventos populares, como o Carnaval, são comuns em muitos países, mas o tom do alerta para o Brasil chama a atenção por ser emitido em um cenário de segurança considerada “normal”. Fonte: CNN Brasil
Tesla de Musk confundido com asteroide e destaca desafios do rastreio espacial
Sete anos após o lançamento do Tesla Roadster de Elon Musk em órbita, astrônomos voltaram a prestar atenção no carro, quando o confundiram com um asteroide. Lançado em 2018 durante o voo de teste do Falcon Heavy da SpaceX, o carro passou a gerar um erro de identidade ao ser identificado incorretamente como um corpo celeste em órbita entre a Terra e Marte. O engano ocorreu após um astrônomo amador observar dados de movimento do objeto e, sem saber que se tratava do carro de Musk, reportou ao Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional, responsável por catalogar asteroides e cometas. A confusão foi resolvida quando os cientistas perceberam que os dados estavam relacionados ao Tesla. Esse erro destaca a dificuldade de identificar e rastrear objetos artificiais no espaço, um problema crescente devido ao aumento de lançamentos de satélites e naves espaciais. O carro de Musk, que não tem fins científicos, continua sua jornada por nosso sistema solar como um grande “lixo espacial”, sem risco de colidir com a Terra. No entanto, o erro de identificação ressalta uma preocupação maior dos astrônomos: a crescente quantidade de objetos feitos pelo homem no espaço está tornando cada vez mais difícil rastrear corpos celestes naturais, como asteroides que possam representar ameaças à Terra. O aumento de lançamentos comerciais e a falta de transparência por parte das empresas espaciais privadas dificultam ainda mais o trabalho dos astrônomos. Para mitigar esses problemas, há esforços em integrar bancos de dados e melhorar a detecção de objetos artificiais, mas as soluções ainda não são infalíveis. A falta de transparência sobre a localização e o destino de objetos lançados no espaço é uma preocupação crescente, já que, sem a devida visibilidade, pode ser mais difícil distinguir entre um asteroide perigoso e um satélite comercial. Fonte: CNN Brasil
Operação Soldados da Usura: Polícia e militares envolvidos em esquema de empréstimos ilegais e extorsão em 6 estados
Uma operação do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), realizada nesta sexta-feira (7), resultou na prisão preventiva de três policiais militares e outras seis pessoas, sob a suspeita de envolvimento em um esquema de empréstimos ilegais e extorsões em Rondônia e outros cinco estados. Ao todo, 17 indivíduos estão sendo investigados, sendo seis deles policiais. A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além dos 9 mandados de prisão preventiva, a operação cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cidades de Rondônia, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Acre. A Justiça de Rondônia também determinou o bloqueio de mais de R$ 73 milhões em bens dos suspeitos, incluindo imóveis, veículos de luxo e cotas sociais de empresas. Para disfarçar a origem dos lucros, o grupo teria até construído uma draga de extração de ouro no Rio Madeira. As investigações começaram após denúncias feitas à Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Rondônia, apontando práticas de usura (cobrança de juros abusivos) e extorsão por parte de policiais militares. O grupo é acusado de fazer empréstimos com juros ilegais, utilizando violência, inclusive com armas de fogo, para forçar o pagamento. Caso os débitos não fossem quitados, os criminosos se apropriavam dos bens das vítimas. O Ministério Público também está investigando outros crimes cometidos pela organização, como lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica. Um grande número de vítimas foi identificado, e o MP-RO disponibilizou um formulário para que outras pessoas afetadas possam se identificar e colaborar com as investigações. Fonte: G1
Zelensky oferece parceria a Trump em troca de apoio e acesso a ricas reservas minerais da Ucrânia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou nesta sexta-feira (7) que está disposto a estabelecer um acordo com Donald Trump em troca de apoio na guerra contra a Rússia. Em uma entrevista à agência Reuters, Zelensky exibiu um mapa com grandes reservas de terras raras e minerais vitais no território ucraniano, ressaltando a importância de uma parceria com os Estados Unidos. “Se um acordo for necessário, estamos abertos a ele. Precisamos derrotar Putin e proteger o que temos, como a rica região de Dnipro”, afirmou Zelensky, reforçando o interesse da Ucrânia em abrir suas reservas para investimentos internacionais. No final do ano passado, a Ucrânia já havia considerado a ideia de permitir o acesso de aliados às suas riquezas minerais, com o objetivo de fortalecer sua posição nas negociações e pressionar Moscou. Agora, com as declarações de Trump, que condicionou a ajuda dos EUA à exploração das terras raras, a proposta parece mais viável. Zelensky garantiu que a Ucrânia não pretende “doar” seus recursos, mas oferecer uma colaboração vantajosa para ambas as partes no desenvolvimento conjunto dessas reservas. “Os americanos têm ajudado mais, e por isso devem ter prioridade”, completou o presidente ucraniano, afirmando que gostaria de discutir essa parceria diretamente com Trump. Esses minerais são essenciais para a indústria de tecnologia, como na fabricação de ímãs, motores elétricos e eletrônicos. A Ucrânia possui vastas reservas de titânio e urânio, localizadas principalmente no noroeste do país, longe dos combates. Atualmente, menos de 20% dos recursos minerais ucranianos, incluindo metade de suas reservas de terras raras, estão sob controle russo. Trump, por sua vez, já havia sugerido a possibilidade de um acordo com a Ucrânia, que garantiria acesso aos recursos minerais do país. Materiais como ferro, manganês, titânio, lítio, urânio, carvão, gás e petróleo são de interesse estratégico para os Estados Unidos, especialmente porque a maioria das terras raras utilizadas pela indústria americana vem da China. A exploração das reservas ucranianas reduziria a dependência dos EUA do mercado chinês. A Ucrânia possui uma das maiores reservas de minerais raros da Europa, com trilhões de dólares em potencial econômico. Mais de 70% dessas reservas estão localizadas em regiões como Dnipropetrovsk, Donetsk e Luhansk, áreas que estão na linha de frente do conflito. Esses recursos representam metade do PIB ucraniano e dois terços de suas exportações, tornando as minas de extrema importância para a economia do país, apesar dos riscos dos combates nas proximidades. Esses recursos não só atraem os americanos, mas também os europeus, que, assim como os EUA, buscam reduzir sua dependência da China para materiais essenciais na indústria de alta tecnologia. Fonte: G1
STF analisa ce crimes permanentes fogem da lei de Anistia
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta sexta-feira (7), a análise sobre a possível discussão do processo que envolve a aplicação da Lei de Anistia em relação aos “crimes permanentes”, como sequestro e ocultação de cadáver, cometidos durante a ditadura militar. Esses crimes são caracterizados por sua continuidade, ou seja, sua execução ocorre ao longo do tempo, com efeitos que se estendem por dias, meses ou anos. A Lei de Anistia, de 1979, perdoou crimes políticos e conexos cometidos entre 1961 e agosto de 1979. A dúvida agora é se essa anistia abrange também crimes cujos efeitos perduraram além desse período. O STF decidirá, inicialmente, se o caso possui repercussão geral, o que faria com que a decisão se tornasse uma “tese” a ser aplicada a todos os processos semelhantes, uniformizando o entendimento jurídico. Se isso ocorrer, uma nova decisão será tomada sobre o alcance da tese, embora a data ainda não esteja definida. O ministro Nunes Marques, relator do caso, é favorável à discussão do tema na Corte. Em seu voto, ele fez referência ao filme “Ainda Estou Aqui” para ilustrar a importância da análise, mencionando a dor das famílias de desaparecidos durante a ditadura militar. O caso em questão envolve crimes cometidos durante a guerrilha do Araguaia, sendo um homicídio atribuído a Lício Augusto Ribeiro Maciel e a ocultação de cadáver cometida por Sebastião Curió, ambos membros do Exército Brasileiro. Curió faleceu em 2022, e, portanto, não há mais possibilidade de punição para ele. A discussão se concentra na possibilidade de punir a ocultação de cadáver, um crime continuado, mesmo após a Lei de Anistia. Na primeira instância, o Ministério Público Federal teve sua denúncia rejeitada, alegando que o crime se enquadrava na anistia. A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região, mas o caso chegou ao STF após recurso do MPF. Nunes Marques defende que o crime continua enquanto o local do corpo desaparecido for mantido em segredo, argumentando que essa omissão impede os familiares de exercerem seu direito ao luto, configurando o crime como algo contínuo. O ministro ressaltou que a questão não envolve a revisão da Lei de Anistia, mas sim a interpretação de sua aplicação em casos específicos, como o de crimes que se prolongam no tempo. Ele explicou que, embora a anistia tenha extinto a punibilidade para os atos cometidos até sua promulgação, há atos posteriores à Lei de Anistia no caso dos crimes permanentes. A dor das famílias de desaparecidos durante a ditadura foi abordada por Nunes Marques, que mencionou o filme “Ainda Estou Aqui”, que narra a história de Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado, torturado e assassinado pelo regime militar. O filme, lançado em 2024, é uma produção original da Globoplay e concorre a três Oscars. A obra ilustra o sofrimento de milhares de familiares que, como no caso de Zuzu Angel, mãe de um desaparecido, nunca tiveram a oportunidade de velar ou sepultar seus entes queridos, apesar de incansáveis buscas. Fonte: G1
Observatório Paranal em risco: Mega projeto de energia ameaça céus mais escuros do mundo
Ao cair da noite no deserto do Atacama, no Chile, quatro telescópios de última geração começam a explorar o céu noturno, um dos mais escuros do planeta, no observatório Paranal. Este local único está ameaçado por um mega projeto de energia limpa, que pode trazer consigo poluição luminosa. Itziar de Gregorio, astrônoma espanhola de 48 anos do Observatório Europeu Austral (ESO), descreve o Paranal como um dos lugares no mundo com a visão mais clara da Via Láctea, destacando que os céus da região são “os mais primitivos e os de melhor qualidade”. No entanto, a poucos quilômetros desse “santuário astronômico”, está sendo planejada a construção de uma enorme usina de energia, parte do esforço chileno para substituir as fontes de energia fóssil até 2050. O principal receio dos cientistas é a poluição luminosa provocada pelo projeto. A luz artificial, ao interferir na escuridão natural, pode gerar um brilho excessivo no céu, prejudicando a observação de fenômenos como eclipses e chuvas de meteoros. Além disso, essa poluição afeta o sono humano e desorienta aves migratórias, mas, muitas vezes, passa despercebida pela maioria. Daniela González, da Fundação Céus do Chile, explica que, enquanto a perda de água é facilmente perceptível, a poluição luminosa muitas vezes não é, pois a luz excessiva à noite não é vista como “contaminação”. A movimentação no observatório Paranal começa ao anoitecer. Durante o dia, astrônomos e engenheiros analisam dados, mas à noite, os telescópios sondam o espaço. Localizado a mais de 100 km de Antofagasta, a cidade mais próxima, o observatório é um dos poucos lugares do mundo ainda pouco afetados pela poluição luminosa. No entanto, o mega projeto de energia, com um custo estimado de US$ 10 bilhões, tem gerado grande preocupação no meio científico chileno. A futura usina de hidrogênio e amoníaco verde, que será construída em uma área de 3.000 hectares, pode bloquear a “janela para o universo” do Chile, como alertam os cientistas, incluindo um grupo de 40 astrônomos e outros especialistas que assinaram uma carta pública expressando sua preocupação. A AES Andes, responsável pela construção da usina, garante que o projeto atenderá aos “mais altos padrões” de controle de poluição luminosa, conforme as diretrizes do governo chileno, e que buscará proteger os principais pontos de observação. A usina será movida por energia eólica e solar, e atualmente está passando por avaliação ambiental. Caso seja aprovada, a licença operacional poderá ser emitida em dois ou três anos. Há divergências sobre a proximidade do projeto com o observatório. Enquanto os cientistas afirmam que a usina ficará a apenas 11 km de Paranal, a AES a posiciona entre 20 km e 30 km de distância. Apesar de não se oporem à construção, os cientistas propõem a criação de uma zona de “exclusão luminosa”, que garantiria que a obra fosse realizada a uma distância maior do observatório. O Paranal, com seus telescópios poderosos, é um dos pontos mais privilegiados para a observação astronômica, especialmente por sua localização no deserto do Atacama, um dos lugares mais secos do mundo, com baixa umidade e céu raramente nublado. Steffen Mieske, chefe de operações científicas de Paranal, destaca que do observatório são estudados diversos fenômenos espaciais, como planetas próximos à Terra, buracos negros e a busca por vida fora do Sistema Solar. A construção do Telescópio Extremamente Grande (ELT), no monte Armazones, a 24 km de Paranal, também é uma prioridade científica. O ELT será o maior telescópio óptico do mundo, com 39 metros de diâmetro, e começará a operar em 2028. No entanto, os cientistas temem que o aumento da poluição luminosa causado pelo mega projeto de energia possa interferir nas operações do ELT e retardar a descoberta de respostas para uma das maiores questões da humanidade: se estamos ou não sozinhos no universo. Fonte: G1
Indústria química brasileira enfrenta déficit de US$ 48,7 bilhões e aponta caminhos para reverter a crise
A indústria química brasileira registrou um déficit de aproximadamente US$ 48,7 bilhões em 2024, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Este é o segundo pior resultado histórico, ficando atrás apenas de 2022, quando o déficit alcançou US$ 63 bilhões. Esse déficit, segundo a Abiquim, é consequência das altas importações de produtos químicos provenientes dos Estados Unidos e de países asiáticos. Durante o ano, o Brasil importou US$ 63,9 bilhões em produtos químicos, enquanto as exportações somaram US$ 15,2 bilhões, um aumento de 4,3% em relação a 2023. Em termos de volume, as importações aumentaram 11,5%, totalizando 65,3 milhões de toneladas. A maior parte das importações, cerca de 41,1 milhões de toneladas, corresponde a fertilizantes, um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior. A Abiquim destacou que muitos desses produtos poderiam ser fabricados no Brasil, caso houvesse políticas que incentivassem uma maior oferta de gás natural a preços competitivos. A associação também apontou aumentos nas importações de diversos segmentos, como resinas e elastômeros (32,4%), produtos orgânicos (14,3%), inorgânicos (9,1%) e outros produtos químicos industriais (9,3%). Para o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, é essencial que o governo amplie os incentivos ao setor, especialmente para apoiar a transição para a química de baixo carbono, que busca reduzir ou neutralizar a emissão de gases de efeito estufa. Cordeiro acredita que a indústria química está pronta para liderar essa transformação. Evolução do déficit da indústria química nos últimos anos: Fonte: CNN Brasil
Perigo oculto: Por que os sachês de nicotina não são a solução para parar de fumar
Profissionais da área de saúde, especializados em câncer e tabagismo, alertam sobre os riscos dos sachês de nicotina, afirmando que eles não são uma alternativa segura para quem deseja abandonar o tabagismo ou buscar uma opção menos prejudicial em comparação aos cigarros. Esses produtos, conhecidos como pouches ou snus, contêm nicotina sintética ou extraída do tabaco, com concentrações que variam de 6mg a 25mg por sachê, bem mais altas que a quantidade encontrada em um cigarro, que possui cerca de 1mg. Ao contrário dos cigarros e vapes, os sachês não são fumados; eles são colocados entre os lábios e a gengiva, liberando nicotina diretamente na cavidade bucal, o que pode gerar a falsa impressão de serem menos danosos. Porém, essa percepção está errada, de acordo com a especialista em tabagismo da Fundação do Câncer, Milena Maciel. Ela explica que a mucosa bucal tem muitos vasos sanguíneos, o que facilita a rápida absorção da nicotina, fazendo com que ela chegue ao cérebro e à corrente sanguínea de forma acelerada. A nicotina, além de ser extremamente viciante por afetar os neurotransmissores que provocam prazer, é um estimulante do sistema nervoso central. Isso pode levar à ansiedade e irritação após o efeito imediato passar, o que leva o usuário a buscar uma nova dose. Com o tempo, o cérebro se adapta, e o usuário precisa de doses maiores para sentir o mesmo efeito. Os riscos, no entanto, não se limitam ao cérebro. A nicotina também estimula o crescimento de células cancerígenas, o que significa que, mesmo sem a presença da fumaça e outros compostos tóxicos do cigarro, os sachês ainda podem aumentar o risco de câncer. Além disso, Milena Maciel alerta que outros ingredientes presentes nesses produtos, como níquel, cromo, amônio e formaldeído, são substâncias altamente cancerígenas. A nicotina também tem efeitos adversos no sistema cardiovascular, aumentando a pressão arterial, acelerando os batimentos cardíacos e provocando vasoconstrição, o que pode acarretar problemas cardíacos. Outro risco significativo está na saúde bucal, já que o uso constante dos sachês pode causar ressecamento da mucosa oral, gengivite, cáries e até a perda dos dentes. Embora produtos com nicotina, como adesivos e gomas de mascar, sejam utilizados em tratamentos de cessação do tabagismo, a Fundação do Câncer enfatiza que os sachês de nicotina não devem ser considerados como uma opção nesse contexto. A especialista Milena Maciel esclarece que, durante o tratamento terapêutico, a dosagem de nicotina é cuidadosamente controlada e monitorada por profissionais da saúde, ao contrário do uso dos sachês, que não seguem esse protocolo. No Brasil, os sachês de nicotina não têm regulamentação, mas são facilmente adquiridos pela internet. Recentemente, a Vigilância Sanitária do Mato Grosso do Sul apreendeu mais de 2 mil unidades do produto, que foram enviadas pelos Correios. Para atrair consumidores, os vendedores promovem os sachês como discretos, com sabores variados e sem cheiro ou fumaça, apresentando-os como uma alternativa moderna e “high tech”. Milena Maciel observa que isso tem atraído principalmente crianças e adolescentes, que, movidos pela estética dos produtos e pela promessa de uma experiência sem fumaça, estão começando a experimentá-los. Ela defende que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) inicie um processo regulatório para esses produtos e, assim como ocorreu com os vapes, proíba sua fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda. Fonte: CNN Brasil
Mototaxista é condenado a 10 anos por estupro e furto durante o carnaval de Salvador 2024
Um homem acusado de cometer estupro de vulnerável e furto contra uma mulher durante o Carnaval de Salvador de 2024 foi condenado a 10 anos, 8 meses e 10 dias de prisão. A sentença foi proferida no dia 20 de janeiro e divulgada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) nesta quinta-feira (6). O caso ainda está em grau de recurso. O crime ocorreu na manhã de 14 de fevereiro de 2024, Quarta-feira de Cinzas. A vítima, uma turista de Brasília, embriagada, deixou um camarote no circuito Barra-Ondina e, ao perceber seu estado, foi abordada por um mototaxista. Aproveitando-se da situação, o motorista a levou a um hotel diferente do destino informado, onde cometeu os abusos e, após os crimes, fugiu. A vítima acordou sozinha em um local desconhecido e não conseguiu reagir devido ao seu estado de embriaguez. Após investigações da Polícia Civil, com o apoio da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) e da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), e utilizando imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas, o mototaxista foi identificado. A promotora de Justiça, Márcia Teixeira, responsável pela defesa da população LGBTQIA+, destacou que a condenação foi rápida devido à postura da vítima, que denunciou o crime, passou pelos exames periciais e seguiu todos os protocolos legais. Ela também explicou que a vulnerabilidade da vítima foi reconhecida devido ao seu estado de embriaguez. Márcia Teixeira também reforçou a importância de que vítimas de violência sexual procurem imediatamente a Delegacia de Polícia ou uma Delegacia especializada para garantir o atendimento adequado e a realização das perícias. Caso a vítima procure inicialmente uma unidade de saúde, é fundamental que a ocorrência seja comunicada à delegacia. Para crianças ou adolescentes, o Conselho Tutelar também deve ser notificado. A promotora ressaltou que o atendimento para prevenção de gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs/HIV) deve ocorrer em até 72 horas após a agressão. Caso haja dificuldades para obter atendimento ou mais informações, o MPBA pode ser acionado pelo número 127 ou pelo site https://atendimento.mpba.mp.br/denuncia-geral. Fonte: CNN Brasil
México recebe 11 mil imigrantes deportados dos EUA e fecham acordo com Trump para controlar fluxo migratório
Desde a posse de Donald Trump como presidente, em 20 de janeiro, o México tem recebido quase 11 mil imigrantes deportados dos Estados Unidos, conforme afirmou a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, na última sexta-feira (7). Desses deportados, aproximadamente 2.500 não são mexicanos, segundo Sheinbaum. Ainda nesta semana, a presidente mexicana fechou um acordo com Trump que resultou na suspensão das tarifas anteriormente anunciadas contra produtos do México. Como parte do acordo, o México comprometeu-se a enviar milhares de policiais da Guarda Nacional para a fronteira com os Estados Unidos, com o objetivo de diminuir ainda mais o número de imigrantes que tentam cruzar para os EUA. Além disso, Sheinbaum informou que o México também tem repatriado imigrantes deportados para Honduras, utilizando voos e transporte terrestre. No entanto, ela destacou que esse processo é feito de forma voluntária. “Estamos acompanhando essas pessoas para que possam retornar aos seus países de origem”, afirmou ela. Fonte: CNN Brasil