Autoridades do estado de Washington afirmam que tragédia pode se tornar o pior desastre industrial moderno da região As autoridades do estado de Washington afirmaram que a explosão seguida de implosão de um tanque químico em uma fábrica de papel pode se tornar a tragédia industrial mais mortal da história moderna da região. Até agora, duas mortes foram confirmadas e nove pessoas seguem desaparecidas. O acidente aconteceu na terça-feira (26) nas instalações da Nippon Dynawave Packaging, na cidade de Longview. Segundo equipes de resgate, a operação deixou de ser tratada como busca por sobreviventes e passou oficialmente para fase de recuperação de corpos. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. De acordo com as autoridades, ainda não se sabe o que provocou a implosão do tanque industrial, que tinha capacidade para cerca de 900 mil galões e armazenava “licor branco”, substância química usada na fabricação de papel. O composto contém hidróxido de sódio e sulfeto de sódio, produtos que podem causar queimaduras severas na pele e riscos ambientais em caso de vazamento. O governador de Washington, Bob Ferguson, afirmou que o estado já se prepara para um cenário de grande impacto humano e ambiental. Segundo os bombeiros, cerca de 550 mil a 570 mil galões do material químico vazaram após a explosão. Testes confirmaram que a contaminação atingiu o Rio Columbia, um dos principais rios da região noroeste dos Estados Unidos. As equipes de emergência afirmam que o trabalho de recuperação segue lentamente devido ao ambiente considerado “extremamente perigoso”, com risco químico e estruturas instáveis. As buscas ocorrem em áreas de difícil acesso da fábrica, enquanto técnicos ambientais avaliam a extensão da contaminação no rio. A Nippon Dynawave Packaging pertence à Nippon Paper Industries, uma das maiores fabricantes de papel do Japão. A empresa assumiu a unidade industrial de Longview em 2016. Enquanto isso, em outro incidente industrial nos Estados Unidos, autoridades da Califórnia monitoraram um tanque superaquecido contendo substâncias inflamáveis em instalações da GKN Aerospace, mas informaram que o risco de explosão foi controlado. Fonte: Correio 24 horas
Cachorro atira em mulher com espingarda dentro de carro e surpreende policiais
Caso foi registrado no estado de Nebraska e levantou debates sobre irresponsabilidade com armas de fogo A raça do animal não foi informada nos boletins policiais Crédito: Zachary DeBottis / Pexels O cachorro geralmente é referido como o melhor amigo do homem, mas você sabia que recentemente um cachorro atirou em uma pessoa com uma espingarda? Esse é um caso real registrado em Scottsbluff, no estado americano de Nebraska. O disparo atingiu uma mulher que estava em um carro parado no semáforo, com o braço apoiado para fora da janela. Ela foi levada ao hospital por um familiar, mas não corria risco de morte. Pastor-belga malinois abre a lista dos cães mais inteligentes do mundo. De faro apurado, a raça é excelente para ajudar em investigações policiais, além de proteger casas, locais públicos e pontos comerciais (Shutterstock) por Shutterstock Como o disparo aconteceu A polícia foi chamada no último sábado (23) para atender a uma ocorrência em uma loja de conveniência. No primeiro aviso, a informação era de que alguém havia sido atingido por uma arma de pressão. Durante o deslocamento, os agentes receberam uma atualização: o caso envolvia uma espingarda. Ao chegar ao local, eles encontraram a porta do passageiro da caminhonete com marcas compatíveis com um disparo. Segundo a polícia, o dono do veículo tinha parado na loja. Enquanto isso, o cachorro se movimentou no banco de trás, passou de um lado para o outro e acionou a arma, que tinha munição na câmara. Risco além da anedota O ponto central não está no comportamento do cachorro, mas na displicência com a arma. Animais se mexem, pulam, se assustam, procuram espaço e podem encostar em objetos deixados no banco ou no assoalho. O episódio mostra como uma falha de armazenamento transforma uma situação comum em acidente. Um carro parado, um pet inquieto e uma arma carregada bastaram para ferir uma pessoa que nem estava no veículo. “O Departamento de Polícia de Scottsbluff lembra ao público que, segundo a lei estadual de Nebraska, é ilegal viajar com uma espingarda carregada em um veículo” Porta-voz do departamentoem entrevista à revista PEOPLE “Este incidente também serve como um lembrete importante de que a segurança com armas de fogo é de extrema importância ao manusear, possuir, transportar ou manter qualquer tipo de arma de fogo”, afirmou o porta-voz. Armas carregadas em risco Um estudo publicado na revista científica JAMA Network Open em 2026 ajuda a dimensionar o problema nos Estados Unidos. A pesquisa estimou que 6,7 milhões de crianças vivem em casas com ao menos uma arma carregada e destravada. O estudo também mostra uma diferença por idade. Nas casas onde todas as crianças eram adolescentes de 13 a 17 anos, 26,1% dos donos de armas mantinham ao menos uma arma carregada e destravada. Em casas só com crianças menores de 13 anos, esse índice foi de 17,1%. Embora o caso de Nebraska envolva um animal e um carro, a lógica é parecida. Quando uma arma está pronta para disparar e fora de controle direto, o acidente pode acontecer antes que alguém consiga reagir. Fonte: Correio 24 horas
Uso de anabolizantes acende alerta para riscos graves ao coração entre jovens
Crescimento do consumo de testosterona e esteroides preocupa especialistas diante do aumento de casos de infarto, arritmias e hipertensão em pacientes cada vez mais jovens Uso de anabolizantes acende alerta para riscos graves ao coração entre jovens Crédito: Imagem: Eugeniusz Dudzinski | Shutterstock O uso indiscriminado de anabolizantes tem preocupado especialistas em saúde cardiovascular no Brasil, principalmente diante do crescimento acelerado do consumo dessas substâncias entre jovens. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que o uso de testosterona cresceu 670% nos últimos cinco anos no país. Já um levantamento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) revela que um em cada 16 estudantes do Ensino Fundamental ou Médio já utilizou anabolizantes. Embora muitas vezes associados apenas ao ganho muscular e à estética, os anabolizantes podem provocar alterações graves no funcionamento do organismo, especialmente no sistema cardiovascular. O uso dessas substâncias está relacionado ao aumento do colesterol, espessamento do sangue, lesões na parede dos vasos sanguíneos e elevação da pressão arterial, fatores que aumentam significativamente o risco de infarto e outras complicações cardíacas. De acordo com o cirurgião cardiovascular Adriano Milanez, da Rede Oto, os efeitos vão muito além da aparência física. “O uso de anabolizantes causa alterações no funcionamento do organismo. Além do desejado ganho muscular, podem ocorrer alterações nos vasos sanguíneos que favorecem obstruções e infarto. Também pode haver aumento da pressão arterial, levando à hipertrofia do músculo do coração”, explica. Outro ponto de preocupação, segundo o especialista, é que muitos pacientes não apresentam sintomas evidentes até que ocorra uma complicação grave. “Muitas vezes, as alterações acontecem de forma silenciosa e o primeiro sinal pode ser um ataque cardíaco. Em alguns casos, podem surgir dores no peito, cansaço excessivo e palpitações, que servem como alerta”, afirma. O médico destaca ainda que o uso contínuo dessas substâncias pode antecipar doenças cardiovasculares que normalmente apareceriam apenas em idades mais avançadas. “Mesmo jovens podem desenvolver infarto, arritmias e outros eventos cardíacos graves relacionados ao uso de anabolizantes. São doenças que costumávamos ver com mais frequência em idosos, mas que têm surgido cada vez mais cedo”, ressalta. Além dos riscos cardíacos, o uso indiscriminado de anabolizantes também pode causar danos hepáticos, alterações hormonais, infertilidade, distúrbios psiquiátricos e dependência química. Especialistas alertam que qualquer reposição hormonal deve ser feita apenas com acompanhamento médico e indicação clínica adequada. Diante do aumento do consumo, médicos reforçam a importância da conscientização, principalmente entre adolescentes e jovens adultos, sobre os impactos dessas substâncias na saúde a curto e longo prazo. Fonte: Correio 24 horas
Veterinária comete engano e aplica injeção em tutora e não em cachorra
Mulher entrou na Justiça contra a clínica veterinária do interior de São Paulo e pede indenização de R$ 52 mil por danos morais e materiais A tutora de uma cachorra entrou com uma ação na Justiça para pedir indenização após ter recebido, por engano, uma injeção com antibiótico que deveria ter sido aplicada no animal. O caso ocorreu em uma clínica veterinária de Vinhedo (SP) em 2024 e, segundo a petição, a veterinária admitiu a falha. Em nota, a clínica apontou que o fato foi isolado e prestou assistência imediata à cliente. A ação tramita na 1ª Vara Cível do município. De acordo com o pedido da mulher no processo, o episódio aconteceu na noite de 13 de janeiro, quando ela levou a cachorra Olívia ao Hospital Veterinário PetSon após o animal apresentar dor intensa em uma das patas. Segundo o relato, a veterinária responsável pelo atendimento sugeriu a aplicação de medicamentos injetáveis no animal. A cachorra estava no colo da tutora no momento da aplicação, e a profissional injetou o conteúdo da seringa no braço da mulher por acidente. Após reconhecer o erro, a veterinária informou que o produto aplicado era um antibiótico de uso veterinário, ainda de acordo com a petição da tutora. O processo foi protocolado em maio de 2026 e tem valor de R$ 52.357,18, somando pedidos por danos materiais e morais. A advogada de defesa do Hospital Veterinário PetSon, Fernanda Marques Jesus Fernandes de Oliveira, afirmou que o caso foi um episódio isolado, que houve acompanhamento e assistência desde o início e que o estabelecimento não foi formalmente citado até o momento. Veja a nota na íntegra abaixo. O advogado da vítima, Flávio Grossi, disse que lamenta o ocorrido e ter de acionar o judiciário para a reparação dos danos causados. Disse também que as manifestações pertinentes ocorrerão nos autos processuais. Reação à injeção No processo, o medicamento é identificado como enrofloxacino, indicado para uso em animais. De acordo com o documento, a tutora sentiu dor e ardência no braço logo após a aplicação da injeção e procurou atendimento na Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu medicação para conter a reação alérgica. Dias depois, ela buscou novo atendimento, desta vez no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde realizou exames e deu continuidade ao tratamento com antibióticos e corticoides por conta do edema formado no braço. Registro policial Tutora vai à Justiça após receber no braço injeção para cachorra em hospital veterinário — Foto: Câmera de segurança O caso também foi registrado na Polícia Civil, ainda em janeiro de 2024. No boletim de ocorrência, a vítima relatou que a veterinária aplicou o antibiótico no antebraço dela de forma acidental enquanto realizava o procedimento no animal. A ocorrência foi classificada como lesão corporal culposa, quando não há intenção de causar dano. De acordo com o processo, a investigação resultou em um termo circunstanciado e a profissional firmou acordo com o Ministério Público, com pagamento de um salário mínimo como prestação pecuniária, sem previsão de indenização direta à vítima. Pedido de indenização No processo, a vítima pede: O que diz o hospital veterinário? A clínica afirmou que o caso foi um episódio isolado, ocorrido em 2024, e que houve acompanhamento e assistência desde o início. Destacou que atua há mais de 13 anos em Vinhedo sem registros semelhantes. Disse ainda que, por haver processo em andamento e sem citação formal até o momento, não vai comentar aspectos técnicos ou jurídicos agora. Confira, abaixo, a nota na íntegra: “A Clínica Veterinária Pet Son informa que o episódio mencionado se refere a um fato isolado ocorrido em 2024 e que, desde o primeiro momento, a situação recebeu acompanhamento e assistência por parte da equipe responsável. A clínica atua há mais de 13 anos na cidade de Vinhedo, sempre pautando sua conduta pelo atendimento humanizado, respeito aos animais, responsáveis e colaboradores, jamais tendo registrado episódio semelhante em sua trajetória. Em razão da existência de demanda judicial em andamento, ainda sem que a clínica tenha sido formalmente citada nos autos, e em respeito ao regular andamento processual, a clínica entende não ser adequado antecipar discussões técnicas ou jurídicas sobre o caso neste momento. De todo modo, causa estranheza à clínica o fato de a reportagem já ter tido acesso às imagens do episódio antes mesmo da formalização da citação, sobretudo porque o acesso aos autos processuais ocorre mediante habilitação específica e fica regularmente registrado no sistema judicial. A Pet Son reafirma sua confiança na adequada apuração dos fatos pelas vias institucionais competentes e permanece à disposição para os esclarecimentos pertinentes.” Fonte: g1
Três são presos e R$ 10 milhões são bloqueados em operação contra grupo suspeito de fabricar cigarros ilegais na Bahia
Ações aconteceram nesta quinta-feira (28). Investigações começaram após apreensões realizadas em novembro de 2024. Um grupo investigado por fabricar e distribuir cigarros ilegais, além de lavagem de dinheiro na Bahia teve cerca de R$ 10 milhões bloqueados pela Justiça e três suspeitos presos, nesta quinta-feira (28), durante a Operação Nébula, deflagrada pela Polícia Federal (PF), em quatro estados do país. As investigações tiveram início após apreensões realizadas em novembro de 2024, quando cigarros clandestinos, insumos e maquinário industrial foram encontrados em galpões localizados em Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos e Cruz das Almas, no interior da Bahia. Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e movimentações em espécie para esconder a origem do dinheiro obtido com as atividades ilícitas. Ainda conforme a PF, a organização mantinha uma estrutura voltada à fabricação, armazenamento e distribuição interestadual de cigarros clandestinos, além de integrar parte das movimentações financeiras ao mercado formal para dificultar o rastreamento dos recursos. Além das prisões, sete mandados de busca e apreensão, incluindo veículos, foram cumpridos nos estados do Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contrabando e lavagem de dinheiro. A operação segue com o objetivo de cumprir os mandados de prisão, informou a PF. Grupo é investigado por fabricar cigarros ilegais na Bahia — Foto: Polícia Federal Fonte: g1 ba
Homem é procurado suspeito de estupro de vulnerável contra adolescente; vítima era amiga da esposa do suspeito
Crime aconteceu na cidade de Ibirapitanga, no sul da Bahia. Um homem de 18 anos é procurado suspeito do crime de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos na cidade de Ibirapitanga, no sul da Bahia. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil, que ainda investiga o caso e realiza buscas pelo suspeito. Segundo o delegado de Ibirapitanga, Rodrigo Fernando de Souza, o caso aconteceu no dia 14 de maio, no distrito de Itamaraty. O suspeito era um conhecido da vítima, que é amiga da esposa dele. Ele foi identificado pela polícia como Carlos Daniel Sales. Na ocasião, ele ofereceu uma carona para a adolescente, por volta das 20h. Considerando a relação do suspeito com a amiga, a vítima resolveu aceitar a oferta. No meio do caminho, o homem mudou a rota e a levou para uma estrada de terra, onde cometeu o crime. A vítima relatou a situação para a irmã, que registrou um boletim de ocorrência. Diante do apurado, a polícia solicitou um mandado de prisão preventiva contra o suspeito. Diligências são realizadas para localizá-lo. O g1 não conseguiu contato com a defesa do homem. Fonte: g1 ba
Homem morre após receber descarga elétrica enquanto fazia reparo em poste na Bahia; cinto manteve vítima presa à estrutura
Caso aconteceu na cidade de Ibirapuã, no extremo sul do estado. Homem chegou a ficar preso ao poste de energia pelo cinto de segurança. Um eletricista morreu após receber uma descarga elétrica enquanto trabalhava no reparo de um poste de energia na cidade de Ibirapuã, no extremo sul da Bahia. Segundo informações da Polícia Militar (PM), o caso aconteceu na terça-feira (26), na Vila Juazeiro. A vítima foi identificada como João André da Costa Amaral, de 27 anos. Após receber a descarga elétrica, ele chegou a ficar preso ao poste por um cinto de segurança. Um colega de trabalho do eletricista precisou cortar o equipamento para que os primeiros socorros fossem realizados. Conforme informações apuradas pela TV Santa Cruz, o eletricista usava Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante o serviço. João André da Costa Amaral era servidor da Prefeitura de Ibirapuã, que publicou uma nota lamentando o falecimento do profissional. “A prefeitura lamenta profundamente a perda e segue prestando toda a assistência necessária à família, além de acompanhar a apuração dos fatos”, afirmaram. Ainda conforme informações apuradas, o homem era natural da cidade de Medina, no estado de Minas Gerais. O corpo dele já foi liberado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e encaminhado para o estado. Não há detalhes sobre o velório e sepultamento da vítima. Fonte: g1 ba
CNJ vai investigar desembargador aposentado que concedeu prisão domiciliar a homem apontado como chefe de facção na BA
Conselheiros tomaram a decisão por unanimidade e pediram a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado Jefferson Alves de Assis. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) irá investigar a atuação de um desembargador baiano responsável por conceder prisão domiciliar a um empresário suspeito de chefiar uma organização criminosa e encomendar a morte de um homem na cidade de Caetité, no sudoeste da Bahia, em 2024. Os conselheiros do CNJ decidiram, por unanimidade, pela abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado Jefferson Alves de Assis, já aposentado do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A decisão foi divulgada na terça-feira (26). O PAD tem o objetivo de averiguar indícios de favorecimento indevido pela concessão de prisão domiciliar a César Paulo de Morais Ribeiro, preso durante a “Operação Holofote”, conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Conforme o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, apesar de não haver comprovações bancárias de aumento de patrimônio ou de movimentações financeiras suspeitas, esses aspectos não eliminam a possibilidade de haver outros meios de ocultação de provas. A exemplo disso, o ministro citou a existência de um telefone periciado pela polícia que foi reconfigurado para o estado de fábrica na noite em que foi determinado o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no gabinete do desembargador. Além disso, Campbell defendeu que o CNJ também irá analisar o contexto da decisão tomada por Jefferson Alves de Assis, uma vez que fugiu à normalidade da situação. O ministro argumentou que o plantão judicial não é a reinteração de pedidos que já foram apreciados pelo órgão de origem, ressaltando que o desembargador agiu sem cautela, infringindo determinações do código de ética e da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). Desembargador baiano será investigado pelo CNJ após conceder prisão domiciliar a empresário apontado como chefe de facção na Bahia — Foto: Ana Araújo/CNJ Prisão domiciliar foi concedida para evitar ‘risco de vida’ do preso Ainda segundo o CNJ, o desembargador Jefferson Assis concedeu a autorização para prisão domiciliar durante um plantão judicial, em dezembro de 2024. A justificativa apresentada foi de que a medida evitaria risco de vida de Cézar Paulo de Morais Ribeiro, que sofreria de doença cardíaca. A decisão dizia que o pedido se enquadrava em normas do tribunal de origem, bem como nos princípios da dignidade humana e tratados de direitos humanos ratificados no Brasil. Fachada do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). — Foto: Lucas Castor/Agência CNJ O desembargador foi afastado do cargo ainda em 2024, após o CNJ entender que a decisão fugia às regras do plantão judicial e feria o princípio do juiz natural, ou seja, interferia em uma decisão prévia de outro magistrado. O CNJ destaca que um pedido de habeas corpus em favor do investigado foi revogado pelo relator original, que expediu um novo mandado de prisão porque o caso não poderia ser decidido em regime de plantão judicial. Durante o afastamento, o desembargador Jefferson Assis foi aposentado pelo TJBA ao completar 75 anos. Relembre o caso O empresário César Paulo de Morais Ribeiro foi preso no dia 24 de setembro de 2024, durante a “Operação Holofote”, do Ministério Público da Bahia (MP-BA), suspeito de chefiar uma organização criminosa de tráfico de drogas e “encomendar” a morte de um homem na cidade de Caetité, no sudoeste da Bahia. Segundo informações do MP-BA, César Paulo de Morais Ribeiro foi denunciado pelo homicídio de Weliton Pereira Santana, também integrante do grupo criminoso, que aconteceu em 6 de março deste ano, às margens da BR-122, em Caetité. Empresário é preso suspeito de chefiar organização criminosa de tráfico de drogas e encomendar morte de um homem na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal As investigações apontaram que Weliton Pereira foi surpreendido pelos próprios comparsas e alvejado com diversos disparos de arma de fogo. O crime foi encomendado por “vingança” por dívidas com a facção criminosa. Além da prisão do empresário, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na ocasião, sendo cinco deles em Brumado e um em Vitória da Conquista. Foram apreendidos documentos, celulares, armas, munições e computadores. O alvo de um desses mandados foi um policial militar, lotado no 24º Batalhão, suspeito de ter fornecido uma arma de fogo ao empresário. Empresário é preso suspeito de chefiar organização criminosa de tráfico de drogas e encomendar morte de um homem na Bahia — Foto: Divulgação/MP-BA Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Caetité e cumpridos nos endereços residenciais e comerciais do acusado, entre eles na fábrica de postes do empresário, localizada em Brumado. De acordo com o Gaeco, o denunciado já foi condenado pela prática de outro homicídio qualificado, com pena de 13 anos e sete dias, a qual está sendo cumprida em regime aberto desde junho de 2023. Empresário é preso suspeito de chefiar organização criminosa de tráfico de drogas e encomendar morte de um homem na Bahia — Foto: Divulgação/MP-BA Fonte: g1 ba