As 16 pessoas que morreram no grave acidente registrado na tarde de domingo (31), na BR-116, em Santa Terezinha, no interior da Bahia, retornavam de uma festa de aniversário realizada em Amargosa, a 241 km de Salvador. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os passageiros da van integravam uma mesma família e seguiam para a capital baiana quando o veículo foi atingido por um caminhão. A colisão aconteceu por volta das 16h40, no km 507 da rodovia. Segundo a PRF, o caminhão trafegava no sentido Juazeiro–Rio de Janeiro quando invadiu a faixa contrária e colidiu frontalmente com a van. A maioria das vítimas era moradora de Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Com a força do impacto, diversos ocupantes ficaram presos às ferragens. Motoristas que passavam pelo local tentaram prestar socorro antes da chegada das equipes de resgate. Além dos 16 mortos, quatro pessoas ficaram feridas – sendo três delas ocupantes da van e o outro, o motorista do caminhão. Ele foi encaminhado para atendimento médico em um hospital de Santo Antônio de Jesus. Durante a fiscalização realizada após o acidente, a PRF constatou que o cronotacógrafo do caminhão apresentava irregularidade de funcionamento, impossibilitando a comprovação do tempo de direção do condutor por meio do equipamento. O motorista do caminhão, de 25 anos, foi preso em flagrante por homicídio doloso na condução de veículo. Segundo a Polícia Civil, as investigações preliminares apontam que ele invadiu a contramão da rodovia e provocou a colisão. O condutor permanece internado sob custódia policial. A Delegacia Territorial de Santa Terezinha instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da tragédia. Os corpos das vítimas foram encaminhados para os Institutos Médico-Legais de Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana e Salvador, onde passam pelos processos de identificação e necropsia. Por causa da gravidade do acidente, a BR-116 ficou totalmente interditada durante parte da noite de domingo. A pista foi liberada às 3h47 desta segunda-feira (1º), após a conclusão da perícia, remoção dos veículos e limpeza da via. Fonte: Correio 24 horas
Mulher jogada de penhasco pelo ex-companheiro sobreviveu a queda de 50 metros
Ana Cláudia Rodrigues, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em Minas Gerais, revelou, em entrevista ao Fantástico, os momentos de horror vividos após ser sequestrada pelo ex-companheiro, Silvanildo Amâncio de Araújo. A vítima foi lançada de um penhasco de aproximadamente 50 metros de altura na segunda-feira (25), mas conseguiu sobreviver à queda. Ana Cláudia contou que havia acabado de deixar a filha na escola e seguia para o serviço quando percebeu a aproximação do ex-companheiro. Segundo ela, quando desceu de um ônibus na região do serviço e começou a caminhar em direção ao trabalho, percebeu o carro de Silvanildo indo em sua direção. Após parar, ele desceu e pegou ela. “‘Ele disse: ‘Você vai entrar no carro e a gente vai ali só para a gente conversar’. Sempre com a faca apertando muito meu pescoço. Aí me levou até o carro, me coloca no carro, todo bem nervoso, bem agitado”, relatou. Imagens obtidas pela reportagem do Fantástico mostram o veículo de Silvanildo entrando em um parque estadual localizado em Belo Horizonte, às 9h27 daquele dia. Durante o trajeto, Ana Cláudia percebeu que corria risco de morte. “Teve uma hora que eu falei para ele assim: ‘Você está me levando para me matar, né?’. Aí ele deu aquele sorriso cínico, assim. Ele falou: ‘Não, Cláudia. Eu não estou te levando para matar. Eu te amo’”, lembrou. Segundo a vítima, o agressor a manteve sob ameaças e agressões por cerca de duas horas. Em determinado momento, ele passou a procurar um local que considerasse ideal para consumar o crime. “Ele ia próximo ao penhasco e falava assim comigo: ‘Aqui não, aqui não dá para você morrer’. Me puxava com força, próximo a outro ponto do penhasco, falava assim: ‘Aqui ainda não dá para você morrer’. Me puxava: ‘Não, não dá para você morrer’. Aí eu comecei a me debater com ele, só que eu não consegui nada”, contou. Pouco depois, Ana Cláudia foi empurrada do alto do paredão e despencou cerca de 50 metros. Durante a queda, ela pensava apenas nos filhos. Apesar da violência do ataque, a vítima ficou presa à vegetação e conseguiu sobreviver até ser localizada por equipes de resgate. O ex-companheiro foi preso e o caso é investigado como tentativa de feminicídio. Fonte: Correio 24 horas
Juiz se irrita e dá pena dura para réu que matou filho e namorada e caiu na risada durante julgamento
A Justiça do estado de Nova York condenou David Huff, de 44 anos, à prisão perpétua pela morte do próprio filho, Jeremiah Huff, de 11 anos, e da namorada, Yeraldith Tschudy, de 32. Ao anunciar a sentença na sexta-feira (29), o juiz Theodore H. Limpert fez duras críticas ao réu e afirmou que nem mesmo a pena aplicada seria suficiente diante da gravidade dos crimes. “Suas ações são repugnantes e você merece permanecer preso pelo resto da vida”, declarou o magistrado. Em seguida, acrescentou: “Nem mesmo uma sentença de prisão perpétua é longa o suficiente para você”. Segundo o Daily Mail, Huff se declarou culpado em abril por duas acusações de homicídio em segundo grau. Pela decisão judicial, ele terá de cumprir ao menos 40 anos de prisão antes de poder solicitar liberdade condicional. Na prática, só poderá fazer o pedido quando estiver na faixa dos 80 anos. Segundo o Daily Mail, Huff se declarou culpado em abril por duas acusações de homicídio em segundo grau. Pela decisão judicial, ele terá de cumprir ao menos 40 anos de prisão antes de poder solicitar liberdade condicional. Na prática, só poderá fazer o pedido quando estiver na faixa dos 80 anos. Ela ainda recordou a ligação que recebeu do filho pouco depois de ele ser baleado. “Ouvir o medo na voz dele quando me ligou imediatamente depois de ser atingido, e eu prometendo que estava a caminho. Essa ligação se repete na minha cabeça todos os dias.” Durante a audiência, Samantha dirigiu uma mensagem direta ao ex-companheiro: “Você está destinado ao sétimo círculo do inferno”. Assassinatos Os crimes ocorreram na noite de 17 de março de 2025, em Syracuse. De acordo com a investigação, Huff utilizou uma espingarda calibre 12 para matar Jeremiah e Yeraldith dentro da casa de seu padrasto. Os disparos foram feitos à curta distância. Os promotores afirmam que ele também tentou atirar contra o padrasto, mas a arma apresentou falha e não disparou. Após o ataque, Samantha recebeu uma ligação considerada perturbadora e acionou a polícia. Quando os agentes chegaram ao imóvel, o suspeito já havia fugido. As autoridades iniciaram uma busca que durou toda a madrugada. Posteriormente, a promotoria revelou que Huff chegou a se esconder por um curto período dentro de um hospital da região antes de deixar o local. Ele foi capturado por volta das 9h30 da manhã seguinte, nas proximidades da cena do crime. Antes da confissão, a defesa estudou a possibilidade de alegar problemas psiquiátricos. Especialistas foram chamados para avaliar se Huff poderia ser responsabilizado criminalmente. O advogado Shaun Chase sustentou que o cliente havia consumido “molly”, nome popular do ecstasy, uma droga sintética com efeitos estimulantes e alucinógenos. Segundo ele, Huff acreditava ouvir vozes e teria sofrido um surto psicótico. Apesar disso, a própria defesa reconheceu que qualquer alteração mental estaria relacionada ao uso voluntário de álcool ou drogas, condição que não é aceita como justificativa legal para afastar a responsabilidade criminal. Os exames concluíram que ele tinha condições de responder ao processo. Réu riu durante audiência Outro aspecto que chamou atenção ao longo do caso foi a postura do acusado diante das acusações. Em uma audiência realizada em abril, enquanto o juiz descrevia os assassinatos, Huff foi visto sorrindo e rindo. A reação levou o magistrado a interromper os trabalhos. “Você acha isso engraçado?”, perguntou Limpert. Ainda sorrindo, Huff respondeu: “Não, não, é uma piada presa na minha cabeça… Pode continuar”. Mais tarde, ao ser questionado sobre a morte de Yeraldith, respondeu de forma indiferente: “Claro. Foi isso que aconteceu”. Em outro momento, contestou a descrição dos promotores sobre os ferimentos sofridos pelo filho. “Jeremiah não levou um tiro na cabeça de forma alguma”, afirmou. O juiz chegou a lembrar que ele poderia optar por um julgamento caso discordasse dos fatos apresentados pela acusação. “Não, nós não vamos voltar aqui”, respondeu Huff. “Sou culpado de tudo isso. Do que vocês disserem que sou culpado.” Na audiência de sentença, familiares compareceram usando camisetas com fotografias de Jeremiah. A mãe e o irmão mais velho do garoto também utilizaram broches de trevo em homenagem ao menino, morto justamente no Dia de São Patrício. Ao final da audiência, o réu pediu desculpas pelas risadas demonstradas em sessões anteriores. A manifestação não convenceu alguns familiares presentes. “Nos vemos no inferno, David”, gritou uma pessoa da plateia. Huff respondeu apenas que amava todos os que estavam no tribunal e reconheceu que não havia nada de engraçado no que havia feito. Fonte: Correio 24 horas
Empresário é morto com tiros na cabeça na frente da esposa
Um empresário identificado como Yuri de Jesus Santos, 28 anos, foi assassinado a tiros na noite de sábado (30), no centro de Ipiaú, município localizado no sul da Bahia. Proprietário de uma empresa de reciclagem, ele chegava em casa acompanhado da esposa quando foi surpreendido por um homem armado. De acordo com informações iniciais, o suspeito se aproximou do casal e teria iniciado uma discussão relacionada a uma suposta dívida. Em seguida, ordenou que a companheira de Yuri se afastasse do local antes de efetuar diversos disparos. A vítima foi atingida principalmente na região da cabeça. Mesmo ferido, Yuri chegou a ser socorrido pela esposa e levado ao Hospital Geral de Ipiaú. No entanto, segundo informações da unidade de saúde, ele já deu entrada sem sinais vitais. A Delegacia Territorial de Ipiaú investiga o homicídio. Até o momento, a identidade do autor dos disparos não foi divulgada e a motivação do crime segue sendo apurada pelos investigadores. Conhecido na cidade pelo trabalho no ramo da reciclagem, Yuri era proprietário de uma empresa que sofreu um incêndio de grandes proporções em dezembro do ano passado. Na época, amigos, familiares e moradores chegaram a organizar uma campanha de arrecadação para ajudá-lo a recuperar parte dos prejuízos causados pelo fogo. Pessoas próximas descrevem o empresário como trabalhador e afirmam que ele não possuía envolvimento com atividades criminosas. A polícia busca imagens de câmeras de segurança e testemunhas que possam auxiliar na identificação do responsável pelo assassinato. Fonte: Correio 24 horas