Vítima denunciou ter sido agarrada enquanto trabalhava, em visita à residência do investigado, no bairro de Coutos, Subúrbio de Salvador. Um homem de 42 anos foi preso em flagrante por importunação sexual, nesta quinta-feira (22), no bairro de Coutos, Subúrbio de Salvador, após ser denunciado por uma agente de endemias. 🔎 Agente de endemia é o profissional que atua para prevenir, monitorar e controlar doenças transmitidas por vetores e zoonoses de casa em casa. Segundo a ocorrência divulgada pela Polícia Civil (PC), o suspeito, que não teve o nome divulgado, agarrou a vítima e tentou beijá-la, enquanto a arrastava para o banheiro da casa dele. O crime só foi interrompido porque a mulher conseguiu fugir do imóvel. Em seguida, ela comunicou o fato à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM/Periperi).Policiais civis da unidade estiveram no local e efetuaram a prisão. O homem foi encaminhado a outra unidade policial, onde passou por exames periciais. Ele permanece custodiado à disposição da Justiça. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) lamentou o ocorrido e informou que tem acompanhado a servidora desde a realização da denúncia. Afirmou também que a mulher já teve acesso a acolhimento psicológico na Casa da Mulher Brasileira e, em seguida, foi conduzida à sua família, onde poderá contar com apoio e acolhimento neste momento delicado. A pasta também reforçou que nenhuma mulher deve ser submetida a situações de violência, constrangimento ou violação de sua dignidade. “A Secretaria seguirá oferecendo todo o suporte necessário à profissional, respeitando seu tempo, suas necessidades e seu processo de recuperação, para que ela possa atravessar este momento com segurança, cuidado e amparo”. Fonte: g1 ba
Empresário é investigado por assédio sexual após enviar vídeos explícitos a trabalhadora doméstica em Salvador
Mensagens com propostas sexuais, ofertas de dinheiro e vídeos explícitos foram identificados durante apuração. Mulher foi encaminhada à rede de proteção. Uma trabalhadora doméstica de 63 anos foi vítima de assédio sexual por parte do empregador em uma casa no bairro de Stella Maris, em Salvador. O caso foi identificado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho na Bahia, que concluiu a fiscalização na quarta-feira (21). A investigação começou em 6 de outubro, quando a mulher procurou o plantão do órgão para denunciar as situações que vivenciava no trabalho. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, o empregador é um empresário. O nome dele não foi divulgado. Durante a apuração, foram encontradas mensagens enviadas pelo empregador com propostas de natureza sexual, incluindo ofertas de dinheiro e roupas íntimas.De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, a trabalhadora também recebeu vídeos com conteúdo sexual explícito e imagens do patrão usando uma peça íntima retirada dos pertences dela sem autorização. O órgão, em parceria com o Sindicato das Trabalhadoras Domésticas, articulou o encaminhamento da mulher à Casa da Mulher Brasileira, onde ela pode receber acolhimento e orientação sobre as providências cabíveis. A fiscalização foi concluída em 21 de outubro, com a emissão de autos de infração por assédio sexual, falta de registro do vínculo de emprego e outras irregularidades trabalhistas identificadas durante a apuração. Apesar da conclusão da fiscalização, a Coordenação da Fiscalização do Trabalho Doméstico e de Cuidados na Bahia informou que continua acompanhando os desdobramentos do caso nas demais instâncias competentes. O órgão destaca que o assédio sexual no ambiente de trabalho é uma violação à dignidade e aos direitos dos trabalhadores. No emprego doméstico, a situação exige atenção especial porque as atividades são realizadas dentro de residências, muitas vezes em condições de isolamento. A Auditoria-Fiscal do Trabalho atua na identificação de irregularidades e na responsabilização administrativa de empregadores, além de articular o encaminhamento de vítimas à rede de proteção. Fonte: g1 ba
Justiça derruba nomeação de delegada após ficar em 2.018º lugar em concurso
Desembargadores entenderam que ela não cumpriu as etapas exigidas pelo edital O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) derrubou, nesta quinta-feira (22), a decisão judicial que havia permitido a nomeação de Ariana Sampaio Sousa como delegada da Polícia Civil do estado. Filha de um procurador de Justiça, ela conseguiu assumir o cargo mesmo após terminar na 2.018ª colocação na prova objetiva do concurso realizado em 2017. A informação foi divulgadas nos sites locais Folha do Maranhão e Jornal Imperatriz. A decisão foi tomada por unanimidade pela Primeira Câmara de Direito Público do TJMA, que acolheu um recurso do Governo do Maranhão. Os desembargadores entenderam que a candidata não havia cumprido as exigências necessárias para avançar na seleção, embora tivesse alcançado a pontuação mínima na prova objetiva. Ariana é filha de Francisco Barros Sousa, subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Maranhão, e sobrinha do desembargador Raimundo Barros. O parentesco ganhou repercussão após a divulgação das circunstâncias de sua nomeação, mas não há comprovação, nas informações publicadas, de interferência dos familiares no processo. A candidata havia obtido 60 pontos na prova objetiva. Embora tenha atingido a nota mínima exigida, sua classificação ficou distante do limite estabelecido para a etapa seguinte. Segundo os dados apresentados no julgamento, o último concorrente convocado para a prova discursiva estava na 192ª posição. Mesmo eliminada, Ariana recorreu à Justiça e obteve autorização provisória para participar do curso de formação da Academia de Polícia. Posteriormente, uma sentença da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís garantiu sua nomeação e posse, concretizada em 12 de maio de 2025. Governo tentou suspender nomeação em 2025 Documentos judiciais consultados pela reportagem mostram que o Governo do Maranhão já havia recorrido contra a sentença favorável à candidata em 2025. Em 13 de maio daquele ano, um dia após a posse, o desembargador Jorge Rachid Mubárack Maluf rejeitou um pedido da Procuradoria-Geral do Estado para suspender os efeitos da decisão que havia beneficiado Ariana. Na ocasião, o governo argumentou que a sentença contrariava os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa ao afastar uma regra do edital que limitava o número de candidatos classificados para as etapas seguintes. O Estado também sustentou que Ariana não havia sido considerada apta na primeira etapa do concurso, requisito que, segundo a Procuradoria, seria necessário para que ela fosse beneficiada por uma lei estadual aprovada em 2024. Ao analisar o pedido, Jorge Rachid entendeu que não estavam demonstrados os requisitos necessários para suspender imediatamente a sentença. O magistrado ressaltou que a discussão exigia uma análise aprofundada do mérito do recurso. “O exame dos fundamentos da sentença e da argumentação recursal do Estado exige incursão no mérito do recurso de apelação, o que é incompatível com a natureza da medida requerida, cuja análise deve limitar-se a juízo perfunctório”, afirmou. O desembargador, portanto, manteve os efeitos da sentença naquele momento, sem decidir definitivamente se a candidata tinha direito ao cargo. O mesmo magistrado foi o relator do julgamento realizado nesta quinta-feira (22), quando o colegiado analisou o mérito do recurso apresentado pelo Estado e reformou a decisão favorável à delegada. Por que a Justiça derrubou a nomeação? A controvérsia envolve a aplicação da Lei Estadual nº 12.212/2024, que alterou regras relacionadas à cláusula de barreira do concurso e à convocação de candidatos para o curso de formação. A defesa de Ariana sustentava que a legislação permitia sua continuidade na seleção. O entendimento, porém, foi rejeitado pelo TJMA. Segundo as informações divulgadas sobre o julgamento, os desembargadores consideraram que a mudança legislativa beneficiava candidatos que haviam sido considerados aptos nas etapas exigidas, mas não tinham sido convocados para o curso de formação. Ariana, por sua vez, havia participado apenas da prova objetiva antes de obter autorização judicial para prosseguir no concurso. Dessa forma, não teria cumprido outras fases previstas no edital, como prova discursiva, exames médicos, teste de aptidão física e avaliação psicológica. O Ministério Público também se manifestou contra a manutenção da nomeação, argumentando que permitir a permanência da candidata nessas condições comprometeria a igualdade de tratamento entre os participantes do concurso. Os desembargadores rejeitaram ainda a aplicação da chamada teoria do fato consumado, utilizada pela defesa para sustentar a permanência de Ariana no cargo após sua posse. O entendimento foi de que a nomeação decorrente de uma decisão judicial posteriormente reformada não garante, por si só, o direito de permanecer na função. Além do relator Jorge Rachid Mubárack Maluf, participaram do julgamento os desembargadores Josemar Lopes Santos e Raimundo Moraes Bogéa, que acompanharam o voto. Com a decisão, a sentença que havia garantido a nomeação de Ariana foi reformada. Até o momento, não há confirmação de que ela tenha sido formalmente exonerada do cargo. Fonte: Correio 24 horas
Mulher morta por empresário no Recôncavo Baiano era enfermeira e deixa filha adolescente
Formada em Enfermagem e mãe de uma adolescente, Kelle Cristina Mattos Cruz, de 44 anos, foi identificada como a mulher morta a tiros pelo companheiro na quarta-feira (21), em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia. Ela já havia trabalhado na área da saúde e vivia há vários anos no município. Apesar de morar em Santo Antônio de Jesus, Kelle tinha raízes familiares no distrito de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, também no Recôncavo baiano. Além da filha adolescente, ela deixou duas irmãs. O companheiro da vítima era o empresário Forlan Barreto da Rocha, de 50 anos. De acordo com a Polícia Militar, ele atirou contra Kelle e, em seguida, tirou a própria vida. O crime aconteceu nas escadas de uma empresa de internet, no bairro Urbis I. Familiares informaram que o casal teria se desentendido antes dos disparos. Acionados para atender à ocorrência, policiais do 14º Batalhão da Polícia Militar encontraram os dois feridos. Forlan teve a morte confirmada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), enquanto Kelle foi levada ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), onde não resistiu. Duas armas de fogo encontradas com o empresário foram recolhidas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) para análise. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime. Não havia boletim de ocorrência registrado anteriormente contra o companheiro. Despedida da vítima O velório de Kelle está previsto para acontecer na casa de familiares, na Rua das Flores, em São Roque do Paraguaçu, a partir das 16h30. Até a última atualização, o corpo não havia sido liberado e o horário do sepultamento permanecia indefinido. O empresário Forlan Barreto da Rocha foi sepultado na manhã de quinta-feira (22), no cemitério municipal de Santo Antônio de Jesus. Fonte: Correio 24 horas