Ganhar mais de R$ 2,5 milhões na Mega-Sena não impediu um homem de enfrentar uma longa disputa judicial com a ex-namorada. Após o fim do relacionamento, ele acabou condenado a repassar R$ 1,2 milhão à antiga companheira depois que a Justiça reconheceu que ambos tinham um acordo verbal para dividir qualquer prêmio conquistado em apostas feitas durante o namoro. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que determinou o pagamento de R$ 1.294.491,32 à mulher. Ainda cabe recurso. O caso envolve o concurso 2.486 da Mega-Sena, sorteado em 31 de maio de 2022. O casal participava de um bolão realizado em Blumenau, no Vale do Itajaí, e possuía uma das 32 cotas da aposta vencedora, que rendeu mais de R$ 2,5 milhões. Na ação, a mulher sustentou que os dois tinham o costume de apostar juntos e haviam combinado, mesmo sem contrato formal, que qualquer prêmio seria dividido igualmente entre eles. Em primeira instância, ela recebeu apenas valores referentes a pagamentos parciais feitos pelo ex-companheiro, montante bem inferior ao que reivindicava. As duas partes recorreram da decisão. O homem alegou que nunca existiu qualquer pacto para compartilhar o prêmio e afirmou que as apostas eram realizadas exclusivamente por ele. Já a ex insistiu que havia um compromisso firmado entre os dois e pediu o reconhecimento do direito à metade da premiação. Ao analisar o recurso, o desembargador relator concluiu que o conjunto de provas apresentado no processo era suficiente para comprovar o acordo verbal. Mensagens trocadas pelo casal, boletim de ocorrência, depoimentos de testemunhas e os pagamentos efetuados pelo próprio ganhador após o sorteio reforçaram a versão da autora da ação. Com esse entendimento, o tribunal reformou parcialmente a decisão de primeira instância e reconheceu o direito da mulher à metade do valor correspondente à cota premiada do bolão, determinando que o ex-companheiro faça o pagamento de R$ 1,294 milhão. Fonte: Correio 24 horas
Estúdios baianos ampliam presença internacional com jogos inspirados na história e cultura locais
Produções inspiradas no Sertão, no cangaço e na história da Bahia estarão entre os destaques do Gamepólitan 2026 A indústria de desenvolvimento de jogos eletrônicos na Bahia vem ampliando sua presença no cenário nacional e internacional, impulsionada por estúdios que transformam elementos da cultura, da história e das tradições locais em games. Segundo a Associação de Desenvolvedores de Jogos do Estado da Bahia (BIND), o setor movimenta cerca de R$ 3,6 milhões por ano e terá parte dessa produção apresentada ao público durante o Gamepólitan 2026, maior festival de jogos e cultura geek do estado, previsto para ocorrer entre o fim de julho e o início de agosto, em Salvador. Pioneiro ÁRIDA leva o Sertão baiano para os videogames Entre os principais destaques está a Aoca Game Lab, estúdio criado em Salvador em 2016 e responsável pela franquia ÁRIDA. A série acompanha a trajetória da jovem Cícera pelo Sertão rumo a Canudos e conquistou reconhecimento ao ser lançada para Android, Nintendo Switch e Xbox. O primeiro jogo também recebeu apoio do Google Indie Games Fund. Agora, a empresa prepara o lançamento de “ÁRIDA 2: Rise of the Brave”, cujo trailer foi apresentado recentemente durante a Gamescom LATAM. “O mercado conseguiu estruturar uma abordagem única, utilizando mecânicas de sobrevivência para narrar as complexidades do Sertão, trazendo uma percepção ímpar sobre a ancestralidade e a oralidade de forma leve, porém com profundo respeito e responsabilidade histórica”, afirma Filipe Pereira, fundador da Aoca Game Lab. Outros games inspirados na cultura baiana Outro título desenvolvido no estado é “Gato no Cangaço”, do Bragi Estúdios. O game mistura ação em 2D, combate automático e construção de baralho em um universo inspirado no Sertão brasileiro. Durante a aventura, o personagem alterna entre as formas de gato e humano, em uma proposta que utiliza referências históricas em uma narrativa de fantasia. Já a Mandinga Games aposta em uma abordagem voltada à representatividade. O principal projeto do estúdio, “Black Sailors”, retrata um grupo de pessoas escravizadas que assume o controle de um navio negreiro e passa a atuar como piratas na Baía de Todos-os-Santos. “É um jogo decolonial sobre um grupo de escravizados que toma conta de um navio negreiro. Eles se transformam em piratas na Baía de Todos-os-Santos”, explica Thiago Prudente, sócio da empresa. Desafios para o crescimento do setor Apesar do crescimento do setor, os desenvolvedores apontam dificuldades para ampliar a indústria baiana. Entre os principais desafios estão o baixo volume de investimentos em comparação com estados do Sul e Sudeste e a necessidade de ampliar políticas de incentivo para fortalecer os estúdios locais e formar mão de obra qualificada. “Como exemplo prático, enquanto editais de fomento (como a Lei Paulo Gustavo) em São Paulo chegam a investir cerca de R$ 1 milhão em um único projeto de jogo, na Bahia esse mesmo montante total precisou ser fracionado para atender a diversas empresas”, afirma Filipe Pereira. Além da busca por mais investimentos, os estúdios também apontam a necessidade de ampliar o número de empresas capazes de absorver profissionais formados nas universidades baianas e de atrair desenvolvedores mais experientes para projetos de maior porte. Gamepólitan 2026 reúne estúdios baianos Os jogos produzidos por estúdios da Bahia poderão ser experimentados durante o Gamepólitan 2026, que reunirá empresas, desenvolvedores independentes e o público gamer em Salvador. Entre as atrações previstas estão demonstrações de “ÁRIDA 2” e de “Gato no Cangaço”, além de outras produções desenvolvidas no estado. O evento será realizado entre 31 de julho e 2 de agosto, no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, e retorna ao calendário após seis anos, com atividades também em escolas da rede pública estadual. Considerado o maior festival de jogos e cultura lúdico-digital do estado, o evento volta acontecer após 6 anos. As entradas custam R$ 30 (inteira), R$ 20 (social) e R$ 15 (meia) e podem ser adquiridas pela internet. Fonte: Correio 24 horas
Mecânico desaparecido há uma semana é encontrado morto às margens de estrada
Um mecânico identificado como Alexsandro Oliveira Santos, 44 anos, que estava desaparecido há cerca de uma semana foi encontrado morto na manhã de sábado (4), às margens de uma rodovia na entrada da cidade de Gongogi, no sul da Bahia. Alexsandro era morador da região e desapareceu no último dia 27 de junho, depois de sair da casa da mãe, em Ubatã. Segundo familiares, ele informou que iria realizar um serviço, mas não voltou mais para casa. O mecânico trabalhava em uma oficina na cidade de Ipiaú. As buscas começaram logo após o desaparecimento e ganharam força no dia seguinte, quando o carro da vítima foi encontrado abandonado nas proximidades do entroncamento entre a BR-330 e a BA-120, na região de Gongogi. A descoberta levou familiares e autoridades a concentrarem as diligências naquele trecho. Durante as buscas, equipes do Corpo de Bombeiros chegaram a realizar uma varredura no Rio de Contas, em um ponto próximo à ponte que liga as duas rodovias, diante da possibilidade de que o mecânico pudesse ter caído no local. O corpo de Alexsandro foi localizado às margens da estrada e encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna, onde será submetido à necropsia. De acordo com as primeiras informações, o corpo não apresentava sinais aparentes de violência. A causa da morte, no entanto, só será confirmada após a conclusão dos exames periciais realizados pelo DPT. A Polícia Civil acompanha o caso e aguarda o resultado dos laudos para esclarecer as circunstâncias da morte do mecânico. Fonte: Correio 24 horas
Jovem é morta a tiros após mudar de cidade para fugir do ex-namorado
Ex-companheiro é apontado pela polícia como principal suspeito do crime Uma jovem identificada como Denise Silva de Medeiros, 21 anos foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, na madrugada desta segunda-feira (6), em Lajeado, no Rio Grande do Sul. A vítima havia se mudado recentemente para a cidade na tentativa de se afastar do ex-namorado. De acordo com a Polícia Civil, o apartamento apresentava marcas de disparos de arma de fogo. O corpo da jovem foi encaminhado para perícia, que deverá confirmar a causa da morte e auxiliar nas investigações. O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades. Até a última atualização do caso, ele ainda não havia sido localizado. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e aponta o antigo companheiro como principal suspeito do crime.Segundo familiares, Denise era natural de Estrela, município vizinho, e decidiu recomeçar a vida em Lajeado para evitar qualquer contato com o ex-companheiro. Mesmo assim, ela foi encontrada sem vida dentro do imóvel onde morava sozinha. Familiares de Denise estiveram na Delegacia de Polícia de Lajeado para registrar a ocorrência e acompanhar o andamento das investigações. A polícia segue realizando diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e localizar o suspeito. Fonte: Correio 24 horas
Corretora tem casa invadida e é morta a facadas por vizinho ‘obcecado’ após rejeitá-lo
Família afirma que suspeito perseguia a vítima havia meses e não aceitava ser rejeitado. Uma corretora de imóveis identificada como Geysa Soares, de 35 anos, foi morta a facadas dentro de casa, na região de Itaquera, Zona Leste de São Paulo. O principal suspeito do crime é o vizinho dela, Vinicius Brito, de 31 anos, que está foragido. Segundo familiares, o homem perseguia a vítima havia cerca de seis meses por não aceitar as rejeições dela e teria desenvolvido uma obsessão. De acordo com a família, Geysa conheceu Vinicius há cerca de seis meses, mas os dois nunca tiveram um relacionamento amoroso. Ainda assim, o suspeito passou a insistir em se aproximar da corretora e, diante das recusas, começou a persegui-la. A mãe da vítima, Maria Alves Patez, afirmou que a filha comentava com frequência sobre o comportamento do vizinho e dizia ter medo de que ele cometesse algum crime. “Ela falava assim: ‘mãe, esse Vinícius está me perturbando, mãe, ele vai acabar fazendo alguma coisa comigo’. Ela fugia dele, dizia que não era dele, só que ele era obcecado por ela. A parte pior foi essa”, relatou. Segundo os parentes, na sexta-feira (3), Geysa saiu com amigos e retornou para casa durante a madrugada. Já no dia seguinte, Vinicius foi até a residência da vítima e a atacou com golpes de faca. A filha da corretora presenciou o crime, acionou a Polícia Militar e pediu socorro. Segundo os parentes, na sexta-feira (3), Geysa saiu com amigos e retornou para casa durante a madrugada. Já no dia seguinte, Vinicius foi até a residência da vítima e a atacou com golpes de faca. A filha da corretora presenciou o crime, acionou a Polícia Militar e pediu socorro. Conforme a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), os policiais encontraram Geysa ferida e ela foi encaminhada ao Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia realizou os levantamentos no local, e o caso foi registrado como feminicídio no 24º Distrito Policial (Ponte Rasa), que investiga as circunstâncias do assassinato. O suspeito continua sendo procurado pela polícia. Geysa deixa uma filha e é uma das 125 vítimas de feminicídio registradas no estado de São Paulo neste ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. O corpo da corretora foi enterrado na segunda-feira (6). Fonte: Correio 24 horas