A Polícia Civil de São Paulo pediu nesta terça-feira (17) a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53. Ele é investigado pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, 32. Ela foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, no apartamento do casal, em São Paulo, em 18 de fevereiro.
A informação de que a polícia pediu a prisão do tenente-coronel foi divulgada pelo colunista Josmar Jozino, do UOL. Conforme a coluna, a medida foi tomada com base em um laudo pericial de caráter sigiloso. O pedido de prisão ainda será analisado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).
No início deste mês, a Justiça de São Paulo mandou exumar o corpo da vítima. A delegacia pediu a exumação porque ainda tem algumas dúvidas sobre as circunstâncias de como Gisele morreu. Antes, o registro policial sobre a morte dela era de “suicídio”, mas mudou após a família de Gisele dizer à investigação que a soldado sofria violência psicológica por parte do marido.
Em entrevista concedida ao programa Domingo Espetacular, no último final de semana, Geraldo Leite Rosa Neto afirmou nunca ter agredido a companheira. “Nunca pratiquei nenhum tipo de agressão”, falou. Quando questionado pelo jornalista Roberto Cabrini sobre as marcas encontradas no pescoço da policial, Geraldo Leite rebateu as acusações. “Mas foi eu que fiz as marcas?”, perguntou.
Na segunda-feira (16), o advogado de defesa da família de Gisele apresentou denúncias anteriores contra o tenente-coronel. De acordo com a defesa, as denúncias mostram um histórico de assédio moral e perseguição de Geraldo.
Fonte: Correio 24 Horas



