Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid e cotado para comandar a Seleção Brasileira, negou perante um tribunal espanhol ter cometido fraude fiscal de forma intencional. O treinador é acusado de não declarar cerca de 1 milhão de euros (aproximadamente R$ 6 milhões) em impostos referentes a direitos de imagem durante seu período no clube merengue, entre 2014 e 2015.
Nesta quarta-feira (2), o italiano compareceu ao tribunal para prestar depoimento na abertura do julgamento. A sentença será anunciada na quinta-feira (3). De acordo com a acusação formalizada em março de 2024, Ancelotti teria utilizado empresas de fachada para ocultar parte de seus rendimentos. Promotores alegam que uma dessas empresas, registrada nas Ilhas Virgens, não exercia qualquer atividade econômica real, sendo parte do esquema suspeito.
Antes do julgamento, Ancelotti já havia se defendido das acusações, afirmando que não havia cometido irregularidades. Durante seu depoimento, vestindo um terno azul-escuro como nos dias de jogo, reiterou sua inocência, justificando que, em parte do período em questão, não era residente fiscal da Espanha.
Os promotores pedem uma pena de até quatro anos e nove meses de prisão por duas acusações de fraude fiscal, além de uma multa de 3,2 milhões de euros (cerca de R$ 19,7 milhões).
Em março de 2024, o treinador comentou sobre o caso: “Já paguei a multa, o dinheiro está com eles e agora os advogados estão conversando para tentar encontrar uma solução. Vamos ver o que o juiz diz.”
Aos 65 anos, Ancelotti é um dos técnicos mais bem-sucedidos da história do futebol. Venceu a Liga dos Campeões cinco vezes — três com o Real Madrid e duas com o Milan — e é o único treinador a conquistar títulos nacionais nas cinco principais ligas europeias: Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França.
Fonte: Jornal Correio