O desembargador Magid Nauef Láuar, afastado das funções em fevereiro após denúncias de crimes sexuais, recebeu mais de R$ 120 mil líquidos em março de 2026. Os dados foram retirados do Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).
O teto constitucional é de R$ 46.366,19, mas inclui verbas que, de acordo com o tribunal, são legalmente excluídas desse limite.
O caso do desembargador Magid repercutiu nacionalmente após ele absolver um homem de 35 anos por estupro de vulnerável contra uma menina de 12 no Triângulo Mineiro.
De acordo com as informações do portal de transparência, o total bruto de dinheiro público gasto com o magistrado no mês foi de R$ 139.874,61, sendo que desses:
– O salário-base (subsídio) corresponde a R$ 41.845,49;
— Outros R$ 86.692,01 foram pagos em verbas como vantagens pessoais, adicionais por tempo de serviço, quintos e benefícios decorrentes de decisões judiciais ou administrativas, além de abono de permanência;
– Há ainda R$ 11.337,11 referentes a auxílios, como alimentação, transporte e saúde;
– Descontos de imposto de renda retido na fonte e de previdência somaram R$ 19.013,28.
Em nota enviada ao g1 Minas, o TJ-MG disse que a remuneração dos magistrados é limitada pelo teto constitucional, mas que pagamentos eventuais que ultrapassam esse valor estão relacionados a verbas de natureza indenizatória ou a valores retroativos, que não entram no cálculo do teto.
Fonte: Correio 24 horas



