Doze pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil da Bahia, nesta quinta-feira (20), contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Véu de Areia, acontece em Salvador e em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 49,6 milhões e a indisponibilidade de bens e valores de pessoas investigadas. A TV Bahia apurou que a facção investigada é o Bonde do Maluco (BDM), grupo criminoso com atuação em diferentes regiões da Bahia.
Na Bahia, foram realizadas nove prisões, sendo oito em Salvador e uma em Cruz das Almas. Em São Paulo, foram cumpridos outros três mandados de prisão preventiva, nos municípios de Taboão da Serra, Praia Grande e na capital, no bairro de Paraisópolis.
Entre os presos na Bahia, sete estavam em liberdade e outros dois já se encontravam no sistema prisional, onde tiveram as ordens judiciais cumpridas. Em Salvador, as prisões e os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros do Arenoso, Fazenda Grande do Retiro e Cabula VI.
Também foi aplicada medida cautelar diversa da prisão no município de Milagres, determinando que o investigado compareça periodicamente à Justiça para prestar esclarecimentos, conforme decisão judicial.
Entre os presos está Renata Rodrigues de Souza, encontrada no bairro do Arenoso, em Salvador. Ela é esposa de Cleber Santos da Silva, conhecido como “Keu”, preso em 2023, em São Paulo.
Suspeito de tráfico de drogas e de envolvimento em homicídios, Keu era, na época, o homem mais procurado pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) em toda a Bahia.
Segundo as apurações, Renata Rodrigues atuava como elo entre o marido e a movimentação de recursos vinculados à organização criminosa.
Veja abaixo os nomes de todos os presos durante a operação:
Salvador (Bairro Arenoso)
- Evaristo da Gama Alves Neto;
- Leossandro Jesus de Almeida;
- Renata Rodrigues de Sousa (esposa de Keu);
- Cristiano Souza da Cruz – Cristiano Caveira;
- Cristina Gomes de Oliveira;
- Humberto da Silva Santos Filho (conhecido como Humbertinho).
Cruz das Almas
- Monalisa Freitas Ribeiro
São Paulo
- Eugenio Monteiro de Freitas Magewsck;
- Josemara Lacerda da Silva;
- Luciana Conceição dos Santos.
Tiveram mandos cumpridos dentro de presídios
- Cleber Santos da Silva (conhecido como Keu);
- Jaqueline Araújo Ferreira Bastos.
Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que o grupo mantém atuação em bairros de Salvador e possui uma estrutura organizada, com pessoas responsáveis por diferentes funções. As apurações também identificaram conexões com outros estados.
De acordo com os investigadores, integrantes do grupo teriam usado pessoas, empresas e contas bancárias para movimentar e esconder dinheiro.
A polícia identificou transferências entre diferentes contas, circulação rápida de valores e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados. Essas transações são analisadas como possíveis indícios de lavagem de dinheiro.
A investigação também aponta que uma das lideranças do grupo, mesmo presa, teria continuado a exercer influência sobre a organização. Segundo a polícia, há indícios de que essa pessoa mantinha contato e articulava ações com integrantes e pessoas de confiança.
Operação em cinco estados
As ações acontecem de forma simultânea na Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pará. A operação reúne policiais civis dos cinco estados.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo é atingir não apenas as pessoas investigadas, mas também o dinheiro e o patrimônio ligados ao grupo, além de reunir novas provas sobre a participação de cada suspeito.
A operação é coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), dentro de uma rede nacional de combate a organizações criminosas.
Participam ainda equipes especializadas em investigação de tráfico de drogas, homicídios, inteligência, crimes contra grupos vulneráveis, operações especiais e agentes do sistema penitenciário.
Fonte: G1 ba



