Safira Emanuele, de 12 anos, sofreu mais de 100 picadas e permanece internada
O motoboy Vinícius Martins de Paulo, conhecido nas redes sociais como Vinny Salamanca, enfrentou um enxame de abelhas para resgatar uma menina de 12 anos em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Ele sofreu cerca de 40 ferroadas durante o salvamento, ocorrido na segunda-feira (14).
Safira Emanuele estava perto de uma escola, na Rua Flor de Liz, no bairro Jardim Montreal, quando foi cercada pelos insetos. O avô e a irmã mais nova da estudante também foram picados, mas conseguiram correr. A menina, paralisada de medo, permaneceu no local.
Ao perceber a situação, Vinícius parou a motocicleta e tentou ajudar. Primeiro, buscou colocar Safira na moto, mas notou que ela quase não reagia. Em seguida, pegou um desodorante que carregava no baú e usou o spray para afastar as abelhas.
O motoboy então puxou a garota e conseguiu levá-la até a escola. Já em uma área protegida, pediu que outras pessoas utilizassem uma mangueira para retirar os insetos que ainda estavam sobre ela.
Toda a ação foi registrada pela câmera instalada no capacete de Vinícius. As imagens mostram Safira imóvel enquanto dezenas de abelhas voavam ao seu redor. Mesmo sendo atacado, o motociclista continuou o resgate.
Pai de duas meninas, ele contou à Record Minas que agiu ao pensar nas próprias filhas. “Não pensei duas vezes, porque tenho duas meninas.”
Safira sofreu mais de 100 ferroadas, principalmente no rosto, no pescoço e na cabeça. Segundo a mãe, também houve picadas na boca e na língua. A estudante está estável e apresentou melhora, mas permanece internada no CTI pediátrico porque os exames ainda apresentam alterações. Não há previsão de alta.
Vinícius também recebeu atendimento médico depois do ataque. De acordo com o motoboy, além das aproximadamente 40 picadas, ele sentiu dor de cabeça.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o enxame se espalhou depois que uma colmeia caiu de uma árvore próxima à entrada da escola. Outros estudantes foram atacados, e alguns precisaram ser atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A Polícia Militar ajudou a isolar a área, e os alunos foram liberados. Os bombeiros permaneceram no local até a redução do ataque e acertaram com a direção da escola a retirada das abelhas durante a noite, período em que os insetos costumam ficar mais agrupados.
Fonte: Correio 24 horas



