Christa Pike está no corredor da morte há quase três décadas; execução está marcada para acontecer nesta quarta-feira (30)
Prestes a se tornar a primeira mulher a ser executada no estado do Tennessee (EUA) em mais de 200 anos, a norte-americana Christa Pike, hoje com 50 anos, tenta mudar os detalhes de como as coisas vão acontecer no dia de sua morte. Condenada por um assassinato brutal nos anos 1990, ela pediu que apenas mulheres apliquem a injeção letal nela.
Com a execução marcada para acontecer hoje, nesta quarta-feira (30), seus advogados correm contra o tempo para cancelar a pena de morte. No entanto, a mãe da vítima faz questão de que a sentença seja cumprida para que sua filha “possa finalmente descansar em paz”.
O motivo para ela não querer nenhum homem participando da execução tem a ver com o seu passado. Segundo os advogados, Christa carrega traumas profundos de uma infância marcada por abandono e graves abusos sexuais cometidos por homens, além de sofrer de transtorno bipolar. A defesa alega que o júri da época não sabia de nada disso e que, se o crime fosse julgado hoje, ela jamais receberia a pena de morte.
Se o pedido para ter apenas guardas mulheres não for aceito, ela será levada para a maca e receberá a injeção letal. Familiares da vítima, que inclusive arrecadaram fundos para poder viajar, e testemunhas oficiais já estão a postos para assistir aos últimos minutos de vida da condenada através de uma janela de vidro.
A história trágica que levou Christa ao corredor da morte aconteceu em 1995, quando ela tinha apenas 18 anos. Junto com o namorado, Tadaryl Shipp, e a amiga Shadolla Peterson, ela armou uma emboscada para Colleen Slemmer, de 19 anos, por achar que a garota estava dando em cima do seu companheiro. A vítima foi enganada e atraída para um bosque isolado.
Nesse local, Colleen foi duramente torturada e espancada. Eles fizeram cortes no peito dela que formavam um pentagrama (símbolo associado a rituais satânicos). Para piorar a situação, Christa ainda guardou um pedaço do osso do crânio da jovem como “lembrança” para se gabar do crime aos outros, antes de o corpo ser encontrado.
Como era menor de idade na época do crime, Tadaryl escapou da pena de morte e foi condenado à prisão perpétua. Já a amiga Shadolla, que participou como cúmplice, recebeu uma pena mais leve, com direito à liberdade condicional. A pena de morte é legal em 27 dos 50 estados dos Estados Unidos.
Fonte: Correio 24 horas



