12 suspeitos de atirar contra turistas gaúchas no sul da Bahia são presos

Doze suspeitos de disparar contra duas turistas gaúchas no distrito de Corumbau, em Prado, no sul da Bahia, foram presos nesta terça-feira (24). Uma operação da Força Integrada de Combate a Crimes Envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais foi deflagrada após o episódio de violência. Inicialmente, a polícia divulgou que haviam sido cinco presos. 

A região, que é conhecida por ser um destino turístico, é palco de conflito de terras entre indígenas e fazendeiros. Equipes das Polícias Militar, Civil e Federal localizaram duas espingardas calibre 12, um rifle calibre 38 e dois revólveres calibre 38 durante a operação nesta terça-feira (24). Os armamentos estavam enterrados em uma área de mata fechada, próxima ao local onde as vítimas foram atacadas.

As mulheres, que têm 55 e 57 anos, estariam a caminho de Barra do Cahy, considerada a primeira praia do Brasil, quando foram vítimas dos disparos de arma de fogo. Elas foram socorridas de helicóptero para o Hospital Regional de Porto Seguro, como mostram vídeos compartilhados nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver que uma das vítimas é carregada até a aeronave.

O carro de passeio onde elas estavam tem marcas de disparos de arma de fogo. As turistas estavam de roupa de banho no momento em que foram atingidas.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) emitiu uma nota, nesta terça-feira (24), denunciando que indígenas Pataxó foram surpreendidos com um cerco as estradas de acesso ao distrito de Corumbau, onde as turistas gaúchas foram atingidas. A Apib afirma que os disparos teriam sido disparados por pistoleiros e diz ainda que uma família indígena foi sequestrada.

“Exigimos imediata proteção dos povos e da população no território, apuração dos fatos e esclarecimento amplo na mídia sobre as notícias difamatórias que circulam nas redes sociais”, diz a Apib, em nota. “A Terra Indígena Comexatibá foi declarada de posse permanente do povo Pataxó pelo Ministério da Justiça em novembro de 2025, por meio da Portaria nº 1.073, após décadas de luta pelo reconhecimento de nossos direitos territoriais”, completa.

Fonte: Correio 24 horas

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