Após a falta dos ônibus nas garagens das empresas de Salvador no segundo turno das eleições, no domingo (25), moradores da cidade ofereceram caronas solidárias em diversos pontos da capital baiana. Os vídeos dos momentos viralizaram nas redes sociais.
As imagens mostram motoristas fazendo filas em pontos de ônibus para ajudar eleitores que não conseguiam chegar em seus respectivos locais de votação. Em outros casos, motoristas entraram em grupos nas redes sociais e se disponibilizaram a dar transporte gratuito.
A ação solidária começou após os moradores da cidade perceberem a falta de transporte público nas ruas. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu a situação a adesivação indevida de ônibus com o número 13, do PT.
Ainda pela manhã, foi confirmado que pelo menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens. Esse número não foi atualizado, mas outros levantamentos foram divulgados ao longo do dia:
➡️ uma fiscalização da Polícia Federal (PF), feita em uma garagem, observou redução de 42,1% da frota, com 53 veículos a menos nas ruas, se comparado com a operação de um dia comum;
➡️ o Procon identificou 944 ônibus parados em garagens da OT Trans e Integra Plataforma.
De acordo com o prefeito, ao perceber que a retirada dos adesivos tinha atrasado a saída dos ônibus, a gestão municipal determinou a liberação da frota. Ainda assim, relatos apontaram baixa circulação de veículos nas ruas da cidade ao longo da tarde.
Após a polêmica, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) pediu a prisão do secretário de transporte de Salvador, Pablo Souza. Ele estava na França e , por isso, o mandado não foi cumprido.
Na segunda-feira (26), o próprio TRE-BA revogou a decisão de prisão. Apesar disso, o cancelamento da ordem não significa absolvição nem reconhecimento de que não houve crime.
Em nota enviada no domingo, Pablo disse que publicou um decreto ao longo da semana, determinando às empresas de transporte coletivo que cumprissem as regras do TSE, e lembrou que o mesmo decreto vedava a propaganda política nos veículos.
Ele repetiu que fizeram a remoção dos adesivos antes de liberá-los, mas, ao perceberem o “impacto eleitoral”, permitiram a saída dos veículos mesmo com os adesivos.
Fonte: G1 ba



