O Olympique de Marseille, clube que disputa a primeira divisão do Campeonato Francês, confirmou que sua loja oficial, localizada na La Canebière, uma das principais e mais tradicionais avenidas de Marselha, foi alvo de saques durante a onda de manifestações violentas que atingiu a França no último fim de semana. A equipe se pronunciou nesta segunda-feira (19), repudiando os ataques ao estabelecimento.
Os episódios de violência ocorreram entre sábado e domingo, em meio a uma série de protestos contra o aumento do custo de vida e a precarização dos serviços públicos. As manifestações provocaram confrontos, depredações e invasões de estabelecimentos comerciais em diferentes regiões do país, resultando em milhares de detenções.
Diante da escalada dos conflitos, as autoridades de Marselha anunciaram, também nesta segunda-feira, a proibição de manifestações e aglomerações em toda a cidade. A restrição foi estabelecida para o período entre meio-dia e 20h, no horário local, como medida para tentar conter novos episódios de violência e vandalismo.
Em comunicado oficial, o Olympique de Marseille manifestou indignação com os acontecimentos e prestou solidariedade à Puma, empresa parceira responsável pela operação da unidade comercial atingida.
O clube destacou que os atos de vandalismo provocaram prejuízos materiais consideráveis, tornando necessária a suspensão temporária das atividades da loja. Apesar do fechamento, os torcedores poderão continuar adquirindo produtos oficiais nos demais estabelecimentos da equipe espalhados pela cidade.
A direção informou ainda que a reabertura acontecerá assim que houver condições adequadas de segurança, com uma nova comunicação aos torcedores sobre o funcionamento do espaço.
Enquanto enfrenta os impactos do episódio fora dos gramados, o Olympique de Marseille segue sua programação esportiva. A equipe ocupa a nona colocação na Ligue 1, após sete rodadas disputadas, e tem como próximo compromisso o confronto contra o Sturm Graz, da Áustria, marcado para quinta-feira (22), pela Europa League.
Fonte: CNN Brasil



