Ator foi preso no início do mês após ser encontrado em quarto com criança de 5 anos
O ator Marco Furlan, 48 anos, foi indiciado por suspeita estupro de vulnerável após ser preso em flagrante durante uma festa de aniversário em uma chácara de Pindamonhangaba, no interior paulista. A ocorrência aconteceu na madrugada de 2 de agosto. A vítima apontada pela polícia é um menino de 5 anos, autista não verbal. As informações são do O Globo.
Após o indiciamento, formalizado em 6 de agosto, Furlan foi levado para a Penitenciária de Pinheiros, na capital. A defesa do ator afirma que ele é inocente e contesta a maneira como o inquérito foi conduzido, principalmente pelo curto intervalo entre a prisão e a conclusão das investigações.
A advogada pretende solicitar o aprofundamento da apuração e questiona, entre outros pontos, a ausência de depoimentos de todas as pessoas que permaneceram na propriedade depois da festa. A defesa também afirma que peças e outros possíveis vestígios não teriam sido recolhidos e que um exame toxicológico solicitado pelo próprio ator na delegacia não foi realizado.
Segundo o inquérito, a mãe do menino contou que o filho estava dormindo em um dos quartos da chácara quando ouviu gritos vindos do cômodo. Ao entrar no local, ela teria encontrado a criança sem roupa ao lado de Furlan, que também estava despido. Ainda conforme o documento, o menino reclamava de dores na região anal e foi levado para atendimento médico.
Um exame realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML), porém, não apontou sinais de conjunção carnal. Entre as pessoas ouvidas durante a investigação está a aniversariante da festa, que é prima do ator. Ela relatou que os dois haviam ficado juntos anteriormente e que, após mais de 12 horas de comemoração, procuraram um espaço para dormir.
De acordo com o depoimento, 22 pessoas permaneceram na propriedade naquela noite. Furlan e a prima encontraram um quarto vazio, com uma cama de casal, e entraram no local. A mulher contou que o ator havia consumido cerveja e apresentou um comportamento diferente do habitual.
“Ele ficou verbalmente agressivo e passou a fazer propostas sexuais. Pedi que ele ficasse quieto porque havia outras pessoas dormindo e cheguei a empurrá-lo”, contou à delegada Gerlandia Ramalho Brito. Ainda segundo o relato, Furlan passou a dizer repetidamente que estava passando mal e começou a se debater na cama. A mulher, então, teria orientado o ator a ir ao banheiro para vomitar.
Ele deixou o quarto e, conforme o depoimento, a prima ouviu a porta sanfonada do banheiro sendo aberta e, depois, sons de vômito. Ela afirmou à polícia que acabou dormindo e não presenciou nem ouviu o que teria acontecido posteriormente. A defesa contesta a conclusão da investigação e sustenta que novos elementos precisam ser apurados antes de qualquer conclusão definitiva sobre o caso.
Fonte: Correio 24 horas



