Investigação reconstituiu a sequência do crime com base em perícias
A Polícia Civil confirmou, por meio de exames periciais, que a diarista Paola Stefany Neto Cirino, 30 anos, dopou o advogado Cláudio Atala Inácio, 75, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76, antes de assassiná-los a facadas dentro do apartamento onde o casal morava, em Belo Horizonte.
De acordo com a investigação, o clonazepam foi administrado para reduzir a capacidade de reação das vítimas durante o crime. A substância foi encontrada no sangue dos dois idosos, confirmando uma das principais versões apresentadas pela própria suspeita após ser presa.
Segundo o delegado Felipe Freitas, responsável pelas investigações, o resultado da perícia comprova que Paola utilizou medicamentos que seriam de uso próprio para sedar o casal antes dos ataques. “Está confirmado que a investigada dopou os idosos para dificultar que eles pudessem se defender”, afirmou.
No depoimento prestado à polícia, a diarista contou que administrou quatro comprimidos para cada uma das vítimas. A quantidade exata, no entanto, ainda depende da conclusão dos exames laboratoriais, embora a presença do medicamento já tenha sido oficialmente confirmada.
Presa na madrugada de quinta-feira (2), em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, Paola confessou o duplo latrocínio — roubo seguido de morte. Segundo a Polícia Civil, ela trabalhava pela primeira vez na residência do casal, após ter sido indicada por um parente das vítimas para realizar uma faxina.
As investigações também permitiram reconstruir a cronologia do crime. Com base em imagens de câmeras de segurança, perícias e na recuperação de parte dos bens roubados, os policiais concluíram que, após dopar e matar os idosos, a diarista permaneceu no apartamento, tomou banho, trocou de roupa e deixou o local levando joias, relógios, celulares e outros objetos de valor.
A Polícia Civil informou que a apuração continua para esclarecer todos os detalhes da ação criminosa, identificar possíveis receptadores dos objetos furtados e concluir o inquérito sobre o caso.
Fonte: Correio 24 horas



