A empresária Larissa Nara Rezende, de 42 anos, foi presa pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após retornar de Londres, na Inglaterra. Natural de Uberaba, no Triângulo Mineiro, ela era considerada foragida da Justiça e estava incluída na lista de Difusão Vermelha da Interpol por conta de uma condenação relacionada ao financiamento do tráfico internacional de drogas.
A captura ocorreu na última sexta-feira (5) durante uma ação integrada da Operação Cerco Fechado, que reúne atividades de inteligência voltadas ao combate de organizações criminosas. Segundo a Polícia Federal, Larissa foi condenada a oito anos e nove meses de prisão e vinha sendo monitorada após deixar o Brasil e seguir para a Europa.
Mesmo procurada internacionalmente, a empresária mantinha uma intensa atividade nas redes sociais. Em suas publicações, costumava compartilhar viagens para o exterior, visitas a destinos ligados ao universo da moda e momentos de uma rotina marcada por luxo e ostentação. Larissa também é proprietária de uma loja de roupas em Uberaba, cidade onde se tornou conhecida no ramo comercial.
De acordo com a Polícia Federal, informações levantadas pelos setores de inteligência apontaram que a condenada havia deixado a região do Triângulo Mineiro e passado a viver ou circular por países europeus. A partir dessas informações, o nome dela foi inserido na lista de procurados da Interpol, mecanismo utilizado para localizar foragidos em diferentes países.
A inclusão na chamada Difusão Vermelha permitiu o compartilhamento dos dados da investigada entre forças policiais de diversos países, facilitando sua identificação e prisão assim que retornou ao território brasileiro.
Após ser detida no aeroporto paulista, Larissa foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Sant’Anna, na capital paulista, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre possíveis conexões com grupos ligados ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro.
Fonte: Correio 24 horas



