A Justiça decretou, nesta quinta-feira (7), a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, que é investigada por agredir uma empregada doméstica grávida de cinco meses em Paço do Lumiar, no Maranhão. A decisão foi tomada após representação da Polícia Civil, que apura o caso por meio da 21ª Delegacia do Araçagy. As informações são do g1.
Segundo a denúncia, a vítima, de 19 anos, foi atacada depois de ser acusada pela ex-patroa de ter furtado joias da residência. O caso veio à tona após a jovem registrar boletim de ocorrência relatando agressões físicas, ameaças e tortura. De acordo com o depoimento prestado à polícia, a doméstica sofreu puxões de cabelo, socos, tapas e murros durante a violência. Ela afirmou que caiu no chão e tentou proteger a barriga durante os ataques por causa da gravidez.
“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”, relatou a vítima. Ainda conforme o relato, a empresária passou horas procurando um anel que acreditava ter sido furtado pela funcionária. O objeto, no entanto, acabou localizado dentro de um cesto de roupas sujas. Mesmo após a joia aparecer, as agressões continuaram, segundo a denúncia.
A jovem também contou à polícia que foi ameaçada de morte caso denunciasse o caso às autoridades. No depoimento, ela afirmou ainda que um homem participou das agressões. O suspeito não foi identificado até o momento. Segundo a vítima, ele teria sido chamado ao imóvel para pressioná-la violentamente. A descrição apresentada à polícia aponta que o homem era “alto”, “forte” e “moreno”.
Na quarta-feira (6), equipes da Polícia Civil estiveram na residência da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi localizada. Segundo os investigadores, apenas uma funcionária estava na casa e teria sido chamada às pressas para assumir o serviço.
Procurada, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos informou, por meio de nota enviada ao g1, que está colaborando com as investigações e que apresentará sua versão “no momento oportuno”. A empresária também declarou repudiar qualquer tipo de violência, principalmente contra mulheres e pessoas vulneráveis, e pediu que não haja “julgamento antecipado” antes da conclusão das apurações.
Fonte: Correio 24 horas



